A contratilidade uterina desempenha papel fundamental durante o trabalho de parto, e seu registro gráfico facilita a identificação de desvios dinâmicos. Assinale a alternativa correta sobre os métodos de avaliação dessa contratilidade.
- A)A pressão amniótica é medida exclusivamente no pós-parto por meio de balão vaginal conectado a manômetro.
Errada, porque a pressão amniótica não é medida exclusivamente no pós-parto e não se faz por balão vaginal; o método correto envolve registro intrauterino, não vaginal.
- B)A pressão intramiometrial é medida por microbalões inseridos na espessura da parede uterina em diferentes regiões funcionais.
Certa, pois descreve a mensuração intramiometrial por sensores ou microbalões colocados na espessura da parede uterina.
- C)A pressão placentária é aferida por microbalões introduzidos no miométrio durante todo o trabalho de parto.
Errada, porque não existe pressão placentária como parâmetro padrão de avaliação da contratilidade, e o microbalão no miométrio não mede placenta.
- D)A pressão intrauterina puerperal é registrada por meio de cateter introduzido na cavidade amniótica.
Errada, porque a cavidade amniótica é usada para medir pressão intrauterina no trabalho de parto, não na fase puerperal.
Gabarito: B
A contratilidade uterina no trabalho de parto pode ser acompanhada de forma externa ou interna, mas quando a banca fala em registro mais preciso da pressão, ela está pensando nos métodos invasivos. O objetivo é medir como o útero realmente se comporta, já que a simples observação clínica nem sempre capta a força e a dinâmica das contrações. A medida mais direta da pressão intrauterina é feita com cateter ou microbalão introduzido no interior da cavidade amniótica, permitindo registrar a atividade uterina com maior fidelidade. Em alguns modelos experimentais ou descrições mais detalhadas, fala-se também em pressão intramiometrial, quando o sensor é posicionado na espessura do miométrio, isto é, na própria parede uterina. Por isso, a alternativa B é a correta ao associar a pressão intramiometrial com microbalões inseridos na parede uterina em regiões funcionais. A ideia central é esta: o ponto de leitura fica dentro da musculatura uterina, e não em estruturas como placenta, vagina ou apenas no pós-parto. Em prova, sempre desconfie quando a opção troca o local anatômico ou inventa uma fase do parto que não combina com o método. Resumo prático: para avaliar contratilidade uterina de forma interna, o foco é cavidade amniótica ou miométrio, conforme o método descrito. A banca costuma cobrar a anatomia do local de medida mais do que a tecnologia em si.