← Questões de Medicina

Medicina · UFMA · 2021

Questão comentada de Medicina

Sobre a esclerodermia podemos afirmar:

Gabarito: D

A esclerodermia, ou esclerose sistêmica, é uma doença autoimune marcada por vasculopatia, ativação imune e fibrose da pele e de órgãos internos. Na forma sistêmica, o fenômeno de Raynaud costuma ser um sinal muito comum e pode aparecer antes das alterações cutâneas, enquanto na forma localizada, chamada morfeia, o acometimento fica restrito à pele e tecidos subjacentes, sem o mesmo padrão sistêmico. Ou seja, não basta pensar em "pele endurecida": o ponto central é entender se a doença é localizada ou sistêmica e quais órgãos podem entrar na dança. O gabarito é a letra D porque, nas formas de esclerodermia localizada, o tratamento pode incluir corticoterapia tópica, análogos da vitamina D como calcipotriol e calcitriol, além de imiquimode 5%, que são opções usadas para controlar a atividade inflamatória e o aspecto das lesões. Isso é compatível com a conduta descrita na morfeia, sobretudo nas lesões inflamatórias ou ativas. Já na esclerose sistêmica, o uso de corticosteroide sistêmico não é uma regra e exige cautela, porque pode até ajudar em manifestações inflamatórias selecionadas, mas não modifica de forma geral a progressão da doença e ainda pode aumentar risco de crise renal esclerodérmica, especialmente em doses altas. Então, nada de sair prescrevendo como se fosse "remédio curinga". Em provas, o segredo é lembrar que a morfeia é tratada de forma mais local e a forma sistêmica exige olhar para Raynaud, pele, pulmão, rim e trato gastrointestinal. A banca gosta de misturar tratamento da doença localizada com tratamento da sistêmica para ver se você cai na armadilha.

Continue treinando

Questões relacionadas