A principal conduta em diverticulite complicada com abscesso pericolônico > 4 cm é:
- A)colectomia eletiva imediata.
Errada, porque colectomia eletiva imediata não é a primeira medida no abscesso pericolônico maior que 4 cm; antes, busca-se controlar a infecção com drenagem e antibiótico.
- B)tratamento clínico com dieta líquida.
Errada, porque dieta líquida pode fazer parte do suporte, mas não trata adequadamente um abscesso grande nem substitui o controle do foco infeccioso.
- C)drenagem percutânea guiada por imagem.
Certa, porque abscesso pericolônico > 4 cm em diverticulite complicada geralmente deve ser tratado com drenagem percutânea guiada por imagem, além de antibiótico.
- D)uso exclusivo de antibioticoterapia.
Errada, porque antibiótico isolado tende a falhar mais em abscessos grandes, já que a coleção precisa de drenagem para resolução adequada.
- E)jejum e nutrição parenteral total.
Errada, porque jejum e nutrição parenteral total não são a principal conduta para esse cenário e não resolvem o abscesso.
Gabarito: C
Na diverticulite complicada, o tamanho do abscesso muda a conduta. Quando o abscesso pericolônico é pequeno, muitas vezes ainda dá para tentar antibiótico e observação bem de perto. Mas, quando ele passa de 4 cm, a chance de falha do tratamento só clínico aumenta, porque a coleção é grande demais para “sumir na força do remédio”. Nessa situação, a conduta preferida é a drenagem percutânea guiada por imagem, geralmente por tomografia ou ultrassom, associada a antibiótico. Isso ajuda a controlar o foco infeccioso sem partir logo para cirurgia maior, que fica reservada para casos de piora, perfuração, peritonite, falha da drenagem ou instabilidade clínica. Então, o gabarito é a letra C porque o abscesso pericolônico acima de 4 cm costuma indicar necessidade de drenagem percutânea. Esse é o raciocínio mais cobrado em cirurgia geral: primeiro controlar o abscesso, depois reavaliar a necessidade de tratamento definitivo. Em provas, pense assim: coleção grande pede drenagem, não heroísmo com dieta líquida ou antibiótico sozinho. A ideia também conversa com a prática descrita em diretrizes cirúrgicas e gastroenterológicas: abscessos maiores têm menor chance de resolução apenas com antibiótico, e a drenagem guiada por imagem reduz complicações e evita cirurgia de urgência em muitos casos.