A conduta ativa no terceiro período do parto é essencial para assegurar o bem materno e fetal, bem como importante para redução de mortalidade materna. É recomendação das Diretrizes Nacionais de Assistência ao parto normal:
- A)evitar tração controlada do cordão após sinais de separação placentária.
Errada: a tração controlada do cordão pode fazer parte da conduta ativa, então não deve ser simplesmente evitada quando bem indicada e realizada corretamente.
- B)uso rotineiro de substâncias uterotônicas.
Certa: o uso rotineiro de uterotônicos, especialmente ocitocina, é recomendado para prevenir hemorragia pós-parto no terceiro período.
- C)realizar o clampeamento e secção do cordão de forma precoce rotineiramente.
Errada: o clampeamento precoce rotineiro do cordão não é a recomendação geral, pois a prática atual valoriza o clampeamento oportuno e não a secção precoce indiscriminada.
- D)usar injeção de ocitocina na veia umbilical.
Errada: a ocitocina deve ser administrada por via intramuscular ou intravenosa materna, não por injeção na veia umbilical.
- E)uso rotineiro de misoprostol de forma rotineira.
Errada: misoprostol pode ser opção em alguns contextos, mas não é a escolha rotineira padrão da conduta ativa do terceiro período do parto.
Gabarito: B
O terceiro período do parto é a fase da dequitação placentária, e aqui a ideia central das Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal é prevenir hemorragia pós-parto sem transformar o atendimento em uma "correria de rotina". Por isso, recomenda-se a condução ativa desse período com uso de uterotônico, geralmente ocitocina, para ajudar o útero a contrair melhor e reduzir o risco de sangramento. É aquele detalhe pequeno que salva grandes problemas. Na prática, a conduta ativa inclui medidas como a administração de uterotônico logo após o nascimento, além de cuidados com o clampeamento do cordão e a dequitação, conforme a evolução do parto. O ponto mais importante para a prova é lembrar que a profilaxia medicamentosa do sangramento puerperal faz parte da recomendação. Isso está alinhado com as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal e com o raciocínio obstétrico clássico: útero contraído, menos hemorragia. Por isso, o gabarito é a letra B: o uso rotineiro de substâncias uterotônicas é recomendado na conduta ativa do terceiro período do parto. A ocitocina é a estrela mais conhecida nessa cena, porque é eficaz, segura e amplamente usada na prevenção da hemorragia pós-parto. As demais alternativas tentam confundir com práticas que não são recomendação rotineira ou que estão formuladas de modo errado. Em concurso, o truque costuma ser esse: pegar uma conduta real e trocar o detalhe que muda tudo.