Em 1981, a Síndrome de Imunodefi ciência Adquirida (AIDS) foi reconhecida pelo Centro de Controle de Doenças nos Estados Unidos como entidade nosológica. No Brasil, o aparecimento da AIDS introduziu novos procedimentos e a doação passou a ser:
- A)anônima
Correta, porque a doação passou a ser mantida em sigilo, sem identificação pessoal entre doador e receptor, como medida ética e de segurança.
- B)compulsória
Errada, pois a doação de sangue no Brasil não se tornou obrigatória; ela continua sendo voluntária e espontânea.
- C)remunerada
Errada, porque a legislação e a ética em saúde vedam a remuneração da doação de sangue.
- D)personalizada
Errada, pois a doação não se torna personalizada; ao contrário, o processo preserva o anonimato e a impessoalidade.
Gabarito: A
Com o surgimento da AIDS, a hemoterapia no Brasil ficou muito mais rigorosa. A grande preocupação passou a ser impedir a transmissão de infecções pelo sangue, o que exigiu triagem clínica, sorologia e mais controle sobre a identificação do doador e do receptor. Nesse contexto, a doação de sangue passou a ser anônima, justamente para preservar a confidencialidade e evitar qualquer vínculo pessoal entre doador e receptor. A ideia é simples: você doa por altruísmo, sem saber para quem, e o serviço de hemoterapia garante a segurança e o sigilo do processo. Essa lógica também conversa com os princípios éticos e legais da hemoterapia no Brasil, que repudiam a comercialização do sangue e reforçam o caráter voluntário, altruísta e sigiloso da doação. Em outras palavras, sangue não é "presente com nome e sobrenome", é ato solidário com proteção técnica. Por isso, o gabarito é a letra A: após a AIDS, consolidou-se o modelo de doação anônima, com maior rigor na seleção do doador e na prevenção de riscos transfusionais.