Paciente de 45 anos, após o tratamento do câncer de mama cT4, fez QT neoadjuvante. A partir desse histórico, pode-se afirmar que foi realizada:
- A)a cirurgia conservadora e, nesse caso, não é elegível a radioterapia adjuvante
Errada, porque câncer de mama cT4 não é cenário clássico de cirurgia conservadora e, além disso, a radioterapia adjuvante costuma ser indicada.
- B)a mastectomia radical e, nesse caso, não é elegível radioterapia adjuvante
Errada, porque a mastectomia radical não exclui radioterapia adjuvante em doença T4, que tem alto risco locorregional.
- C)a mastectomia radical e, nesse caso, é elegível a radioterapia adjuvante
Certa, porque o quadro sugere tratamento cirúrgico por mastectomia radical após neoadjuvância, com indicação de radioterapia adjuvante.
- D)a mastectomia simples e, nesse caso, é elegível a radioterapia adjuvante
Errada, porque a mastectomia simples não é a resposta esperada para câncer de mama cT4 tratado com quimioterapia neoadjuvante, e a afirmativa sobre radioterapia fica inadequada no contexto.
Gabarito: C
Em câncer de mama localmente avançado, como o cT4, a quimioterapia neoadjuvante costuma ser usada para reduzir o tumor e permitir o tratamento cirúrgico em melhores condições. Depois desse tipo de abordagem, o procedimento cirúrgico clássico é a mastectomia radical, e não a cirurgia conservadora, porque o tumor já nasceu com características de doença localmente avançada. O ponto-chave da questão é que tumores T4 têm indicação de radioterapia adjuvante, mesmo após a cirurgia. Ou seja, não basta retirar a lesão: o risco de doença residual local e recidiva é alto, então a radioterapia entra no pacote do tratamento. Em provas, isso costuma aparecer como a ideia de que T4 é caso de tratamento multimodal. Por isso o gabarito C está correto: foi realizada mastectomia radical e, após o procedimento, a paciente continua elegível para radioterapia adjuvante. A lógica é bem típica da oncologia mamária: doença localmente avançada pede cirurgia mais ampla e complemento radioterápico. Em termos doutrinários e de prática oncológica, isso está alinhado com as diretrizes de manejo do câncer de mama localmente avançado, em que a radioterapia pós-operatória é indicada para reduzir recorrência locorregional e melhorar controle da doença.