No diabetes insipidus, será encontrado o desequilíbrio hidroeletrolítico denominado:
- A)hipocalcemia
Errada, porque hipocalcemia não é o distúrbio esperado no diabetes insipidus, que afeta principalmente o equilíbrio de água e sódio.
- B)hiponatremia
Errada, porque o diabetes insipidus tende a causar perda de água livre e aumento da natremia, não redução do sódio sérico.
- C)hipernatremia
Certa, porque a perda excessiva de água sem reposição adequada concentra o sódio no plasma, levando à hipernatremia.
- D)hipermagnesemia
Errada, porque o distúrbio clássico do diabetes insipidus não é de magnésio, e sim de água com repercussão sobre o sódio.
Gabarito: C
O diabetes insipidus é um quadro em que falta ação do ADH (hormônio antidiurético) ou o rim não responde a ele. O resultado é simples e traiçoeiro: a pessoa perde muita água na urina, faz poliúria e, se não repuser líquidos adequadamente, o sangue fica mais concentrado. Quando há perda de água livre, a tendência é subir a osmolaridade plasmática e aumentar o sódio sérico. Por isso, o desequilíbrio hidroeletrolítico mais típico é a hipernatremia. Aqui o problema não é falta de sódio, e sim excesso relativo dele por perda de água. O corpo fica meio que "desidratado por dentro". Isso acontece tanto no diabetes insipidus central, por deficiência de ADH, quanto no nefrogênico, por resistência renal ao hormônio. Em ambos, o rim deixa de concentrar a urina e o paciente elimina grande volume de urina diluída. Se a ingestão de água não acompanha, o sódio sobe. Então, o gabarito C está correto porque o diabetes insipidus leva à perda de água livre e, consequentemente, à hipernatremia. É o oposto do diabetes mellitus, em que o problema principal é hiperglicemia; aqui a estrela da vez é o ADH, e ele está em crise de protagonismo.