Em casos de necessidade de cobertura da polpa digital, uma opção é realizar a dissecção da pele palmar, incluindo os dois pedículos neurovasculares, até a origem dos ramos dorsais, por meio de incisões longitudinais mediolaterais. Essa descrição corresponde ao retalho local de:
- A)Littler
Errada: o retalho de Littler é um retalho neurovascular mais usado para reconstruções específicas, não corresponde à descrição de avanço da pele palmar do polegar.
- B)Moberg
Certa: o retalho de Moberg é um avanço volar da pele palmar do polegar, preservando os pedículos neurovasculares para cobertura da polpa digital.
- C)cross-finger
Errada: o cross-finger usa pele do dedo adjacente em um retalho cruzado, e não a pele palmar do próprio dedo com preservação dos dois pedículos.
- D)Atasoy-Kleinert
Errada: o Atasoy-Kleinert é um retalho em V-Y para amputações de ponta de dedo, diferente da técnica descrita no enunciado.
Gabarito: B
Quando a lesão pega a polpa do dedo e você precisa de cobertura com tecido sensível e bem vascularizado, a mão tem alguns retalhos clássicos para salvar a situação. Aqui, a descrição fala em descolamento da pele palmar, preservando os dois pedículos neurovasculares, com avanço até a origem dos ramos dorsais por incisões longitudinais mediolaterais. Isso é a cara do retalho de Moberg, um retalho de avanço volar do polegar, muito usado para perda de polpa digital com boa sensibilidade e baixo impacto funcional. O raciocínio é simples: o retalho de Moberg usa a pele da face palmar do polegar, avançando-a para cobrir a ponta, mantendo a inervação e a circulação dos lados do dedo. Como ele carrega os dois pedículos neurovasculares, a cobertura fica bem adaptada para uma área que precisa de sensibilidade fina. Em prova, sempre desconfie quando o enunciado descreve avanço volar com preservação neurovascular e foco em polpa digital. Os outros retalhos da mão costumam confundir porque também servem para dedo, mas com lógica diferente. O cross-finger vem do dedo vizinho, e o Atasoy-Kleinert é um retalho em V-Y para amputações de polpa, especialmente na ponta do dedo, sem essa descrição clássica de dissecção palmar com os dois pedículos. Já o Littler é mais lembrado como retalho neurovascular para reconstrução digital, geralmente para déficit de sensibilidade ou cobertura mais específica, não para essa descrição típica de avanço da pele palmar do polegar. Resumo de prova: descrição anatômica parecida com avanço da pele volar do polegar, mantendo ambos os pedículos neurovasculares, aponta para Moberg. A banca adora trocar nomes parecidos para ver se você reconhece a técnica pelo movimento do retalho, e não só pelo nome decorado.