Uma convulsão é uma ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas decorrentes de atividade neuronal excessiva ou síncrona do cérebro. Durante a história clínica, deve-se determinar se uma aura precedeu a convulsão. A aura mais comumente apresentada pelas crianças consiste em:
- A)vertigem e disartria
Errada: vertigem e disartria não são a aura mais comum na criança e sugerem mais outras alterações neurológicas do que uma crise epiléptica típica.
- B)diplopia e hipoacusia
Errada: diplopia e hipoacusia são sintomas menos característicos de aura infantil e não formam o padrão mais cobrado em epilepsia.
- C)parestesia e zumbido
Errada: parestesia pode ocorrer em crises focais, mas zumbido não é a descrição clássica da aura mais comum nas crianças.
- D)desconforto ou dor epigástrica e sensação de medo
Certa: desconforto ou dor epigástrica com sensação de medo é a aura infantil mais clássica, especialmente em crises focais de origem temporal.
Gabarito: D
Na anamnese de uma crise convulsiva, a aura é um aviso inicial: um sintoma subjetivo que aparece antes da perda de consciência ou da manifestação motora mais evidente. Ela ajuda a localizar melhor a origem da descarga elétrica cerebral e, em crianças, costuma ser descrita de forma bem característica. Não é raro a família contar que a criança dizia sentir algo estranho segundos antes da crise, e esse detalhe vale ouro na história clínica. Nas crianças, a aura mais comum é a sensação epigástrica, muitas vezes descrita como desconforto ou dor na "boca do estômago", podendo vir acompanhada de medo súbito, ansiedade ou uma sensação ruim difícil de explicar. Esse padrão é clássico em crises focais, especialmente quando a descarga envolve estruturas do lobo temporal. Em outras palavras: o corpo avisa antes da tempestade. Por isso, o gabarito é a letra D. A combinação de desconforto ou dor epigástrica com sensação de medo é a descrição mais típica da aura infantil cobrada em prova. As outras alternativas trazem sintomas neurológicos de outros contextos, como alterações de tronco encefálico, sensoriais ou auditivas, mas não representam a aura mais comum na criança. Como base doutrinária, a semiologia neurológica ensina que aura é manifestação focal inicial de crise epiléptica e, na infância, os sintomas viscerais e afetivos são frequentes. Em prova, vale lembrar: pergunta sobre aura em criança quase sempre aponta para sensação epigástrica e medo repentino.