Ao analisar o traçado de um eletrocardiograma são encontradas alterações nas derivações D2-D3 e aVF. A região do ventrículo acometida é a
- A)lateral alta.
Errada, porque lateral alta é avaliada principalmente por DI e aVL, e não por D2-D3-aVF.
- B)inferior.
Certa, porque D2, D3 e aVF observam a parede inferior do ventrículo esquerdo.
- C)anterior extensa.
Errada, pois anterior extensa costuma envolver principalmente V1 a V6, não as derivações inferiores.
- D)ântero-septal.
Errada, porque a região ântero-septal é vista nas precordiais V1 a V4, e não em D2-D3-aVF.
Gabarito: B
No eletrocardiograma, cada derivação “enxerga” uma parede do coração. As derivações D2, D3 e aVF olham para a face inferior do ventrículo esquerdo, então alterações nesses traçados sugerem acometimento da parede inferior. É aquele mapa do ECG: olhar para as derivações certas ajuda a apontar onde está o problema, sem precisar de bola de cristal. Na prática, quando há alteração em D2-D3-aVF, pensamos em infarto ou isquemia da parede inferior. Essa região costuma ser relacionada à irrigação pela coronária direita, embora em alguns casos possa haver participação da circunflexa, dependendo da dominância coronariana. O ponto principal para a prova é reconhecer a topografia elétrica do ECG. As paredes do ventrículo são associadas a grupos de derivações: inferior, lateral, anterior e septal. D2, D3 e aVF correspondem à parede inferior; DI e aVL sugerem lateral alta; V1 e V2 apontam para septo; V3 e V4 para anterior; e V5-V6 para lateral. Portanto, se o enunciado citou D2-D3-aVF, a resposta só pode ser parede inferior. Em termos de cobrança de prova, isso é pura correlação eletrocardiográfica clássica, sem pegadinha fisiológica complicada. O raciocínio é anatômico e direto: a alteração aparece nas derivações inferiores, então o ventrículo acometido é o segmento inferior.