De acordo com o Manual de Cirurgia Segura do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, qual é a melhor prática para garantir a segurança do paciente durante a indução da anestesia geral?
- A)Monitoramento contínuo da saturação de oxigênio e dos sinais vitais.
Correta, porque a indução anestésica exige monitorização contínua da oxigenação e dos sinais vitais para detectar precocemente intercorrências respiratórias e hemodinâmicas.
- B)Administração de sedativos antes da indução anestésica.
Errada, porque sedativos antes da indução não são a melhor prática de segurança nessa fase e podem até aumentar o risco de depressão respiratória.
- C)Realização de avaliação pré-anestésica pelo anestesiologista.
Errada, porque a avaliação pré-anestésica é importante, mas acontece antes da indução e não é a medida mais específica para garantir segurança durante esse momento.
- D)Garantia de acesso venoso periférico adequado.
Errada, porque o acesso venoso periférico é necessário em muitos casos, mas sozinho não garante a segurança da indução anestésica.
Gabarito: A
Na indução da anestesia geral, o ponto central é não “perder de vista” o paciente nem por um segundo. O Manual de Cirurgia Segura do Colégio Brasileiro de Cirurgiões reforça que a monitorização contínua da saturação de oxigênio e dos sinais vitais é essencial nessa fase, porque é justamente quando podem ocorrer queda de pressão, depressão respiratória e dessaturação de forma rápida e silenciosa. Em outras palavras: a indução parece rotina, mas é uma janela de risco importante. Por isso, o monitoramento contínuo com oximetria de pulso, frequência cardíaca, pressão arterial e demais parâmetros acompanha a segurança do paciente de ponta a ponta. Não basta “aplicar a anestesia e torcer”. A vigilância contínua permite reconhecer precocemente qualquer instabilidade e intervir antes que o quadro piore. As outras medidas da lista são importantes no cuidado perioperatório, mas não traduzem a melhor prática específica de segurança durante a indução. A avaliação pré-anestésica, por exemplo, é fundamental antes do procedimento, e o acesso venoso adequado também é muito útil, mas o gabarito aponta a medida que mais protege o paciente naquele momento crítico: monitorização contínua. Em prova, pense assim: na indução anestésica, o foco é detectar rápido qualquer falha respiratória ou hemodinâmica. É exatamente esse raciocínio que o protocolo de cirurgia segura quer garantir.