Portador de sintomas sugestivos de tuberculose impossibilitado de escarrar efetivamente deve realizar qual exame visando coleta de material para pesquisa de BAAR?
- A)Broncoscopia com lavado broncoalveolar.
Certa: a broncoscopia com lavado broncoalveolar permite obter material respiratório para pesquisa de BAAR quando o paciente não consegue escarrar.
- B)TC tórax com contraste.
Errada: a TC de tórax mostra imagens, mas não coleta amostra para baciloscopia ou cultura.
- C)Biopsia percutânea guiada por TC.
Errada: biópsia percutânea guiada por TC não é o exame de escolha para pesquisa de BAAR nesse contexto.
- D)PET CT.
Errada: PET-CT avalia atividade metabólica e extensão de doença, mas não serve para coleta de material microbiológico.
Gabarito: A
Quando a suspeita é de tuberculose e o paciente não consegue escarrar direito, o objetivo passa a ser conseguir uma amostra respiratória de outro jeito. Nessa situação, o exame mais útil é a broncoscopia com lavado broncoalveolar, porque ela permite acessar as vias aéreas, coletar material do pulmão e enviar para pesquisa de BAAR e outros testes microbiológicos. Em prova, pense assim: sem escarro, você precisa “buscar” a amostra onde o germe pode estar escondido, em vez de pedir exame de imagem só para olhar o tórax. O lavado broncoalveolar é muito usado justamente quando a baciloscopia de escarro não é possível ou veio negativa, mas a suspeita clínica continua alta. Ele aumenta a chance de diagnóstico ao obter secreção diretamente da árvore brônquica e dos alvéolos. Isso é mais útil do que exames de imagem isolados, porque a questão pede coleta de material para pesquisa de BAAR, não apenas avaliação anatômica. A TC de tórax, com ou sem contraste, pode ajudar a ver lesões sugestivas de tuberculose, mas não coleta material. Biópsia percutânea e PET-CT também não são a escolha padrão para esse cenário. Em resumo: se o paciente não escarra e você quer BAAR, pense em broncoscopia com lavado broncoalveolar.