Os exames audiológicos nos ajudam a definir o tipo e o grau de perda auditiva, para que possamos propor o adequado tratamento. Das afirmativas abaixo, marque a alternativa verdadeira.
- A)A pesquisa do reflexo estapédio ainda é uma avaliação subjetiva, dependendo da resposta e cooperação do paciente.
Errada: a pesquisa do reflexo estapédico é um exame objetivo, não depende da resposta voluntária do paciente.
- B)O Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico realizado com estimulo click é o ideal para pesquisar o limiar auditivo de crianças.
Errada: o PEATE com estímulo clique é útil para triagem e integridade neural, mas não é o exame ideal para estimar limiares auditivos por frequência em crianças.
- C)As otoemissões acústicas do tipo transientes podem estar presentes em limiares próximos a 60 dBnA.
Errada: otoemissões acústicas transientes costumam desaparecer com elevação dos limiares, e não se espera presença confiável em perdas próximas de 60 dBnA.
- D)Eletrococleografia é ótima para pesquisar presença de hidropisia endolinfática em pacientes com perda auditiva profunda no lado pesquisado.
Errada: a eletrococleografia pode auxiliar na investigação de hidropisia endolinfática, mas tende a ter limitação quando há perda auditiva profunda no lado avaliado.
- E)A pesquisa do Potencial Auditivo de Estado Estável consegue avaliar do grave ao agudo e pode ser feita nas duas orelhas simultaneamente.
Certa: o Potencial Auditivo de Estado Estável avalia limiares por frequência, do grave ao agudo, e pode ser realizado bilateralmente de forma simultânea.
Gabarito: E
Quando a gente pede exame audiológico, o objetivo não é só dizer se existe perda auditiva, mas também descobrir o tipo da perda e o quanto ela atrapalha, para orientar conduta e reabilitação. Por isso, cada exame tem uma utilidade bem específica: alguns avaliam limiar auditivo, outros rastreiam integridade coclear, outros ajudam a localizar a lesão na via auditiva. Na questão, a alternativa verdadeira é a que descreve o Potencial Auditivo de Estado Estável (ASSR). Esse exame consegue estimar limiares por frequência, isto é, avalia do grave ao agudo com boa separação de tons, o que é muito útil quando você quer uma noção mais fina da audição em diferentes faixas de frequência. Além disso, ele pode ser registrado nas duas orelhas ao mesmo tempo, o que agiliza bastante o estudo, especialmente em crianças ou em pacientes pouco colaborativos. As demais alternativas tropeçam em detalhes clássicos. O reflexo estapédico é um exame objetivo, o PEATE com clique não é o ideal para limiar tonal fino em crianças, as otoemissões transientes não costumam persistir em limiares tão altos, e a eletrococleografia não é a melhor aposta quando a cóclea está muito comprometida em perda profunda. Em prova, esse tipo de item cobra justamente a função real de cada exame, sem deixar você cair no nome bonito do método.