Considerando-se o diagnóstico diferencial das cefaleias, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: (1) Cefaleia tensional. (2) Cefaleia em salvas. (3) Cefaleia hemicrania paroxística. ( ) A dor é profunda, em geral retro-orbital, de intensidade excruciante, não flutuante e de caraterística explosiva. ( ) Caracterizada por desconforto bilateral, constritivo, em faixa. A cefaleia pode ser episódica ou crônica. ( ) Episódios de cefaleia unilaterais, graves, frequentes e de curta duração, associada a manifestações autonômicas ipsolaterais, com resposta excelente à indometacina. ( ) Está associada a sintomas ipsolaterais como hiperemia conjuntival, rinorreia ou congestão nasal. Muitos pacientes respondem bem à inalação de oxigênio nas crises agudas.
- A)1 - 2 - 3 - 2.
Errada, porque a ordem não corresponde às características típicas de cada cefaleia descrita no enunciado.
- B)3 - 2 - 1 - 1.
Errada, pois troca as entidades clínicas e não respeita a associação entre dor em faixa, indometacina e sintomas autonômicos.
- C)2 - 3 - 2 - 3.
Errada, já que coloca cefaleias erradas nas descrições de dor bilateral tensional e de crise com resposta à indometacina.
- D)2 - 1 - 3 - 2.
Certa, porque a sequência 2 - 1 - 3 - 2 identifica corretamente cefaleia em salvas, tensional, hemicrania paroxística e novamente cefaleia em salvas.
Gabarito: D
Na neurologia, as cefaleias primárias costumam ser reconhecidas mais pelo “jeito da dor” do que por exames. Aqui, a pista principal é associar padrão da dor, duração, lateralidade e sintomas autonômicos, como lacrimejamento, congestão nasal e hiperemia conjuntival. Isso é o que separa uma cefaleia tensional de uma cefaleia em salvas e de uma hemicrania paroxística. A cefaleia tensional costuma ser bilateral, em faixa, com sensação constritiva ou de pressão. Pode aparecer de forma episódica ou crônica, e em geral não vem com os sinais autonômicos típicos das cefaleias trigêmino-autonômicas. Já a cefaleia em salvas é famosa pela dor muito intensa, profunda, geralmente retro-orbital, com crises em salvas e sintomas ipsilaterais como congestão nasal, rinorreia e hiperemia conjuntival; muitos pacientes melhoram com oxigênio na crise. A hemicrania paroxística também é unilateral e pode lembrar a cefaleia em salvas, mas costuma ter crises mais curtas, frequentes e com resposta quase dramática à indometacina, que é a grande dica da prova. Em outras palavras: se a banca fala “indometacina”, acenda a luz amarela na cabeça e pense nessa hipótese. Por isso, a sequência correta é 2 - 1 - 3 - 2: a primeira descrição é cefaleia em salvas, a segunda é tensional, a terceira é hemicrania paroxística e a quarta volta a ser cefaleia em salvas. O gabarito D está correto porque respeita exatamente essas associações clínicas clássicas.