O carcinoma hepatocelular (CHC) é responsável por mais de 90% das neoplasias malignas primárias que ocorrem no fígado. Em relação ao carcinoma hepatocelular (CHC), assinalar a alternativa INCORRETA:
- A)A ressonância magnética segue sendo o teste diagnóstico de escolha para o diagnóstico do CHC.
Correta, porque a ressonância magnética é um dos principais exames para caracterizar o CHC e, em muitos cenários, é o teste de escolha.
- B)A cirrose está presente em 80% dos casos de CHC, e um terço dos cirróticos desenvolverá um CHC durante a vida.
Errada, porque a cirrose é realmente frequente no CHC, mas a estimativa de que um terço dos cirróticos desenvolverá CHC ao longo da vida é exagerada e não corresponde ao dado clássico.
- C)O CHC pode ocorrer sem que haja doença hepática prévia ou concomitante, como cirrose ou doença viral.
Correta, porque o CHC pode surgir sem cirrose ou outra hepatopatia prévia, embora isso seja menos comum.
- D)Ao contrário da maioria das doenças malignas, o diagnóstico de CHC pode ser estabelecido radiologicamente sem necessidade de biópsia confirmatória, na maior parte das vezes.
Correta, porque o CHC frequentemente pode ser diagnosticado por critérios radiológicos típicos, sem necessidade de biópsia na maioria dos casos.
Gabarito: B
O carcinoma hepatocelular (CHC) é o câncer primário mais comum do fígado e, na prática, costuma aparecer no contexto de doença hepática crônica, principalmente cirrose por hepatites virais, álcool ou esteatose hepática. Por isso, quando o paciente já tem cirrose, o acompanhamento com imagem periódica é tão importante: o tumor pode ser descoberto ainda pequeno, antes de dar sintomas importantes. Um ponto clássico da prova é que o diagnóstico do CHC muitas vezes pode ser feito sem biópsia, com base em achados típicos de imagem. O comportamento radiológico é bem característico: realce arterial e washout nas fases tardias, especialmente em fígado cirrótico. Em muitos casos, a ressonância magnética é o exame de escolha, embora a tomografia também seja muito usada na prática e nos critérios diagnósticos. A alternativa B está errada porque exagera muito o risco: a cirrose realmente está presente na maioria dos casos de CHC, mas dizer que um terço dos cirróticos desenvolverá CHC ao longo da vida não corresponde ao dado aceito. O risco existe e é relevante, mas não nessa proporção tão alta. Em geral, a banca gosta desse tipo de número inflado para testar se você confunde “frequente” com “quase inevitável”. Também vale lembrar que o CHC pode surgir sem cirrose ou doença viral prévia, embora isso seja menos comum. Então a ideia central é: CHC costuma nascer em fígado doente, pode ser diagnosticado por imagem e, quando a banca joga porcentagem muito chamativa, desconfie da exageração.