Segundo os Ministério da Saúde, em relação a terapêutica da hipertensão arterial sistêmica, com base em custo-efetividade e isento de variáveis epidemiológicas, sugere-se o uso de:
- A)Betabloqueadores de linha farmacocinética.
Errada: betabloqueadores não são a escolha preferencial universal por custo-efetividade isolada e costumam ser reservados para indicações específicas.
- B)Antagonistas de angiotensina I.
Errada: antagonistas da angiotensina II são úteis, mas não são a opção clássica de primeira linha quando o critério principal é custo-efetividade no SUS.
- C)Bloqueadores de canais de Na+.
Errada: bloqueadores de canais de Na+ não são classe padrão no tratamento da hipertensão arterial sistêmica nessa lógica terapêutica.
- D)Diuréticos tiazídicos.
Certa: os diuréticos tiazídicos são amplamente recomendados por boa eficácia, baixo custo e excelente custo-efetividade no tratamento da hipertensão.
- E)Dinamizadores de aldosterona.
Errada: fármacos que atuam sobre aldosterona têm indicações mais restritas e não são a sugestão geral para tratamento inicial da hipertensão.
Gabarito: D
Na hipertensão arterial sistêmica, a escolha do remédio não depende só de “qual baixa mais a pressão”, mas também de custo, acesso e perfil de segurança. Por isso, o Ministério da Saúde, nas diretrizes e protocolos do SUS, costuma priorizar fármacos com boa eficácia, baixo custo e ampla experiência de uso na atenção básica. Nesse cenário, os diuréticos tiazídicos entram como escolha clássica, porque funcionam bem, são baratos e têm ótimo custo-efetividade. Eles reduzem a pressão principalmente ao diminuir o volume circulante e, com o uso contínuo, também ajudam a reduzir a resistência vascular periférica. Além disso, têm evidência sólida na redução de eventos cardiovasculares, o que é exatamente o tipo de remédio que o serviço público gosta: simples, eficaz e com impacto real, sem frescura farmacológica. É por isso que o gabarito é a letra D. Entre as classes anti-hipertensivas, os tiazídicos são frequentemente recomendados como opção inicial em muitos pacientes, especialmente quando a ideia é otimizar tratamento com base em custo-efetividade e padronização terapêutica. Em prova, quando a banca fala em orientação do Ministério da Saúde e pergunta qual classe é sugerida nesse contexto, pense primeiro nos tiazídicos. Resumo de prova: antihipertensivo bom para o SUS é aquele que baixa pressão, reduz desfecho e não pesa no bolso. Os diuréticos tiazídicos cumprem esse papel com folga.