É responsável por cerca de 90% de todos os casos de CIA:
- A)anomalias do tipo primum.
Errada: o defeito ostium primum existe, mas é bem menos frequente que o ostium secundum.
- B)defeitos do seio venoso.
Errada: defeitos do seio venoso são raros e não correspondem à maioria das CIAs.
- C)doença vascular pulmonar irreversível.
Errada: doença vascular pulmonar irreversível é complicação de shunt esquerdo-direito não tratado, não um tipo de CIA.
- D)Óstio secundum.
Certa: o ostium secundum é o tipo mais comum de CIA e responde por cerca de 90% dos casos.
Gabarito: D
A CIA, ou comunicação interatrial, é um defeito congênito que permite passagem de sangue entre os átrios. Na prática de prova, o ponto-chave é lembrar que a forma mais comum disparada é a do tipo ostium secundum, que responde por cerca de 90% dos casos. Então, quando a banca pergunta qual é a responsável pela enorme maioria das CIAs, ela quer exatamente essa velha conhecida. O ostium secundum fica na região da fossa oval, e costuma ser o defeito clássico das provas de cardiologia congênita. Ele pode passar despercebido por muito tempo, porque muitos pacientes só descobrem na vida adulta, às vezes por sopro, fadiga ou achado incidental. Ou seja: é a lesão que mais aparece e, por isso, a banca adora cobrar. Já as outras formas são bem menos frequentes. O ostium primum se relaciona mais com defeitos do septo atrioventricular e com síndromes como a de Down. Os defeitos do seio venoso são raros e costumam vir associados a outras anomalias de drenagem venosa. Doença vascular pulmonar irreversível não é tipo de CIA, mas possível complicação tardia de shunts não corrigidos. Portanto, o gabarito é a alternativa D, porque a comunicação interatrial do tipo ostium secundum é a responsável pela maioria esmagadora dos casos, em torno de 90%.