Dor à rotação interna do quadril direito flexionado em decúbito. Pode ser indicativo de apendicite. O trecho refere-se à descrição do sinal semiológico de
- A)Dunphy.
Dunphy é o aumento da dor em fossa ilíaca direita ao tossir, não a dor provocada pela rotação interna do quadril.
- B)Martorelli.
Martorelli não corresponde a esse teste de rotação interna do quadril, sendo outra denominação semiológica que não se aplica ao enunciado.
- C)Obturador.
Correta: dor à rotação interna do quadril flexionado em decúbito é o sinal do obturador, sugestivo de apendicite.
- D)Lapinski.
Lapinski não é o nome do sinal descrito na questão, então não se relaciona com essa manobra semiológica.
Gabarito: C
Na semiologia da apendicite, alguns sinais ajudam a sugerir irritação do apêndice, especialmente quando a dor muda com movimentos que tensionam estruturas vizinhas. O sinal do obturador aparece quando, com o quadril e o joelho flexionados, a rotação interna do quadril provoca dor em fossa ilíaca direita. Isso acontece porque o apêndice inflamado pode estar em contato com o músculo obturador interno, e o movimento “puxa” essa região, causando desconforto. Por isso, o enunciado descreve exatamente esse teste: dor à rotação interna do quadril direito flexionado em decúbito. Esse é o clássico sinal do obturador, usado como pista de apendicite, sobretudo quando o apêndice tem posição pélvica. Vale não confundir com outros sinais de apendicite, porque a banca gosta desse tipo de troca de nome com uma confiança digna de roteiro de pegadinha. Aqui, o movimento específico do quadril é a chave: se mexe a coxa e dói, pense em obturador. Então, o gabarito C está correto porque a descrição corresponde ao sinal semiológico do obturador, e não a outros sinais abdominais ou respiratórios relacionados à apendicite.