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Medicina · Instituto Darwin · 2024

Questão comentada de Medicina

A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) crônica do território aortoilíaco tem dados e práticas bem estabelecidas, guiadas principalmente pelo TransAtlantic Inter-Society Consensus (TASC II). Sobre a diretriz citada no enunciado, o paciente que cursa com lesões estenosantes unilaterais ou bilaterais de artéria ilíaca comum (AIC) ou estenose única curta (≤ 3 cm) de artéria ilíaca externa (AIE), pode ser classificado como

Gabarito: A

O TASC II classifica as lesões aortoilíacas pela extensão e complexidade, ajudando a decidir entre tratamento endovascular e cirúrgico. A ideia central é simples: quanto mais curta e localizada a lesão, mais “amigável” ela fica para intervenção menos invasiva; quanto mais longa, bilateral e complexa, mais ela sobe de categoria. No caso cobrado, o paciente tem lesões estenosantes unilaterais ou bilaterais da artéria ilíaca comum, ou uma estenose única curta da artéria ilíaca externa com até 3 cm. Esse é exatamente o perfil de TASC A, que reúne as lesões mais simples do território aortoilíaco. Em prova, vale guardar o desenho mental: TASC A é lesão curta e localizada; TASC B já começa a ficar mais chata, TASC C mais extensa e TASC D a “bagunça grande”. Quando a banca descreve estenose curta e isolada de ilíaca, ela está praticamente pedindo TASC A com laço e fita. Portanto, o gabarito A está correto porque o enunciado descreve a definição clássica de TASC A para DAOP crônica do segmento aortoilíaco, conforme o consenso TASC II.

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