São indicações mais comuns da indução do trabalho de parto, EXCETO:
- A)Gestação prolongada (42 semanas)
Correta, pois a gestação prolongada, especialmente após 42 semanas, é indicação clássica de indução para reduzir riscos fetais.
- B)Corioamniorexe prematura em gestação a termo
Correta, porque a corioamniorexe prematura a termo costuma favorecer a indução se o trabalho de parto não se iniciar espontaneamente.
- C)Oligohidrâmnio
Correta, já que o oligohidrâmnio pode sinalizar sofrimento fetal e é uma indicação frequente para antecipar o parto.
- D)Desproporção céfalo-pélvica
Errada, pois a desproporção céfalo-pélvica não indica indução e sim sugere dificuldade mecânica para o parto vaginal.
- E)Síndromes hipertensivas
Correta, porque síndromes hipertensivas podem piorar com a manutenção da gestação e frequentemente motivam interrupção/indução do parto.
Gabarito: D
A indução do trabalho de parto é feita quando há benefício materno-fetal em iniciar o parto antes do início espontâneo das contrações, mas com uma condição essencial: o parto vaginal ainda precisa ser viável. Por isso, situações como gestação prolongada, rotura prematura de membranas a termo, oligohidrâmnio e síndromes hipertensivas entram com frequência entre as indicações clássicas. O raciocínio é simples: se a continuação da gestação traz mais risco do que o nascimento, a indução pode ser a melhor saída. Em muitos casos, a decisão vem da tentativa de reduzir complicações como sofrimento fetal, infecção ou agravamento materno, então a ideia é “não esperar demais” quando o ambiente intrauterino já deixou de ser tão amigável. A alternativa D é a exceção porque desproporção céfalo-pélvica não indica indução, e sim sugere que o parto vaginal não vai progredir adequadamente. Nessa situação, o problema não é falta de estímulo para o trabalho de parto, mas sim a impossibilidade mecânica de a apresentação fetal ultrapassar a pelve materna. Em vez de induzir, o mais comum é pensar em outra via de parto, geralmente cesariana, conforme a avaliação obstétrica. Em resumo: indução é para quando vale a pena antecipar o parto e há chance real de evolução vaginal. Se existe desproporção céfalo-pélvica, você não está diante de uma boa indicação de indução, e sim de um cenário em que insistir no parto vaginal pode só prolongar sofrimento e aumentar risco.