A Reação de Dick é utilizada para investigação de:
- A)Difteria
Errada, porque a reação de Dick não é usada para investigar difteria, e sim a suscetibilidade à toxina da escarlatina.
- B)Escarlatina
Certa, pois a Reação de Dick investiga suscetibilidade à escarlatina, relacionada à toxina eritrogênica do estreptococo.
- C)Hanseníase
Errada, hanseníase não tem relação com a Reação de Dick, que é um teste histórico ligado à escarlatina.
- D)Rubéola
Errada, rubéola é investigada por sorologia e clínica, não por esse teste clássico.
- E)Leishmaniose
Errada, leishmaniose é diagnosticada por métodos parasitológicos, imunológicos ou moleculares, e não pela Reação de Dick.
Gabarito: B
A Reação de Dick foi um teste clássico usado na investigação da escarlatina. Ela avaliava a suscetibilidade da pessoa à toxina eritrogênica produzida pelo estreptococo do grupo A, que é a mesma vilã por trás do quadro típico de febre, dor de garganta e exantema fino da escarlatina. Na prática, o raciocínio era simples: se a reação era positiva, significava que a pessoa não tinha anticorpos protetores contra essa toxina e, portanto, era suscetível à doença. Se era negativa, havia proteção prévia. Hoje, esse teste caiu em desuso, mas aparece muito em prova por tradição histórica. Por isso, o gabarito é B, Escarlatina. A banca gosta de cobrar esse tipo de associação direta: nome do teste de um lado, doença investigada do outro. Aqui não tem mistério, só memória bem organizada. Se você pensou em difteria, lembre que essa doença é ligada à toxina da Corynebacterium diphtheriae e a outros testes históricos, não à reação de Dick. O truque da questão é justamente misturar doenças infecciosas clássicas com exames antigos que quase não se usam mais.