Referente ao mieloma múltiplo é INCORRETO afirmar:
- A)Tumor ósseo maligno primário mais comum.
Errada: mieloma múltiplo não é o tumor ósseo primário maligno mais comum, e sim uma neoplasia hematológica de plasmócitos.
- B)Ocorre principalmente em pessoas da 4ª a 5ª idade, do sexo feminino.
Errada: a doença é mais frequente em idosos e tem predomínio no sexo masculino, não feminino, nem tipicamente na 4ª a 5ª idade.
- C)O diagnóstico inicial é com raio X com lesões “em saca-bocado”; eletroforese de proteínas com pico monoclonal e presença de proteína de Bence Jones na urina.
Certa: lesões líticas em saca-bocado, pico monoclonal na eletroforese e proteína de Bence Jones são achados clássicos de suspeita.
- D)Diagnóstico definitivo: mielograma ou biópsia da lesão óssea.
Certa: o diagnóstico definitivo é feito por mielograma ou biópsia, com demonstração de plasmócitos clonais.
- E)O tratamento se faz por quimioterapia ou radioterapia; cirurgia somente em casos de fratura patológica.
Certa: o tratamento é principalmente quimioterápico, podendo haver radioterapia; cirurgia fica para fratura patológica e outras complicações mecânicas.
Gabarito: B
O mieloma múltiplo é uma neoplasia maligna de plasmócitos, isto é, das células que produzem anticorpos. Ele costuma atingir adultos mais velhos e aparece com frequência por dor óssea, anemia, insuficiência renal, hipercalcemia e lesões ósseas líticas, aquelas imagens “em saca-bocado” no raio X. Na investigação, a eletroforese de proteínas pode mostrar pico monoclonal e pode haver proteína de Bence Jones na urina, o que ajuda bastante na suspeita clínica. O ponto-chave da questão é que o mieloma múltiplo não é tumor ósseo primário maligno mais comum. Na verdade, ele é uma doença hematológica que compromete o osso, mas não nasce do osso como os sarcomas ósseos. Por isso, a alternativa que diz que ele ocorre principalmente em mulheres na 4ª a 5ª idade também está errada: o padrão clássico é mais comum em idosos, com predomínio no sexo masculino, e não feminino. O diagnóstico definitivo costuma vir do mielograma ou da biópsia, mostrando plasmócitos clonais. O tratamento é sistêmico, com quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia para controle local da dor ou de lesões específicas. Cirurgia fica reservada para situações como fratura patológica, instabilidade ou compressão importante, quando o osso pede socorro de forma mais dramática.