O Diabetes Melito que tem início após o transplante ocorre em 4% a 25% dos receptores de transplante renal. Qual das seguintes alternativas NÃO é fator de risco para o desenvolvimento de Diabetes póstransplante?
- A)Obesidade (IMC superior a 30 Kg/m2).
Correta como fator de risco, porque obesidade aumenta a resistência à insulina e favorece diabetes pós-transplante.
- B)Idade acima de 40 a 45 anos.
Correta como fator de risco, pois idade acima de 40 a 45 anos está associada a maior risco metabólico após o transplante.
- C)Receptores de transplante com doador falecido.
Correta como fator de risco, já que receptores de doador falecido costumam ter maior complexidade clínica e maior risco de complicações, incluindo diabetes pós-transplante.
- D)Infecção por Citomegalovírus.
Correta como fator de risco, porque a infecção por citomegalovírus pode participar da disfunção metabólica e aumentar a chance de diabetes pós-transplante.
- E)Imunossupressão por Azatioprina.
Errada, porque a azatioprina não é fator de risco clássico para diabetes pós-transplante.
Gabarito: E
O diabetes melito de início após o transplante, também chamado de diabetes pós-transplante, é uma complicação metabólica importante em receptores de transplante renal. Ele aparece porque o paciente junta vários fatores ao mesmo tempo: uso de imunossupressores, predisposição individual e, muitas vezes, um terreno já favorável como idade mais avançada e excesso de peso. Ou seja, não é "só" culpa de um remédio, é o famoso combo do transplante complicando a glicemia. Entre os fatores de risco clássicos estão obesidade, idade mais alta, infecção por citomegalovírus, história familiar de diabetes e uso de alguns imunossupressores, especialmente corticosteroides e inibidores de calcineurina, como tacrolimo. Em receptores de doador falecido, o risco também pode ser maior por refletir, em geral, um contexto clínico mais complexo e maior exposição a estressores do transplante. A alternativa E está correta porque a azatioprina não é considerada fator de risco típico para diabetes pós-transplante. Ela é um imunossupressor, mas não é a droga clássica associada à hiperglicemia nesse cenário. As principais vilãs metabólicas, aqui, costumam ser bem mais conhecidas: corticosteroides e inibidores de calcineurina. Então, na prática de prova, quando aparecerem obesidade, idade avançada, CMV ou certos perfis de transplante, acenda a luz amarela para diabetes pós-transplante. Se a opção trouxer azatioprina como causa, desconfie: ela entra mais como coadjuvante da imunossupressão do que como gatilho típico desse desfecho.