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Medicina · Instituto AOCP · 2021

Questão comentada de Medicina

O Diabetes Melito que tem início após o transplante ocorre em 4% a 25% dos receptores de transplante renal. Qual das seguintes alternativas NÃO é fator de risco para o desenvolvimento de Diabetes póstransplante?

Gabarito: E

O diabetes melito de início após o transplante, também chamado de diabetes pós-transplante, é uma complicação metabólica importante em receptores de transplante renal. Ele aparece porque o paciente junta vários fatores ao mesmo tempo: uso de imunossupressores, predisposição individual e, muitas vezes, um terreno já favorável como idade mais avançada e excesso de peso. Ou seja, não é "só" culpa de um remédio, é o famoso combo do transplante complicando a glicemia. Entre os fatores de risco clássicos estão obesidade, idade mais alta, infecção por citomegalovírus, história familiar de diabetes e uso de alguns imunossupressores, especialmente corticosteroides e inibidores de calcineurina, como tacrolimo. Em receptores de doador falecido, o risco também pode ser maior por refletir, em geral, um contexto clínico mais complexo e maior exposição a estressores do transplante. A alternativa E está correta porque a azatioprina não é considerada fator de risco típico para diabetes pós-transplante. Ela é um imunossupressor, mas não é a droga clássica associada à hiperglicemia nesse cenário. As principais vilãs metabólicas, aqui, costumam ser bem mais conhecidas: corticosteroides e inibidores de calcineurina. Então, na prática de prova, quando aparecerem obesidade, idade avançada, CMV ou certos perfis de transplante, acenda a luz amarela para diabetes pós-transplante. Se a opção trouxer azatioprina como causa, desconfie: ela entra mais como coadjuvante da imunossupressão do que como gatilho típico desse desfecho.

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