A neoplasia urotelial papilífera de baixo potencial de malignidade (PUNLMP) é uma condição anatomopatológica das neoplasias uroteliais do urotélio. Quanto a esse diagnóstico anatomopatológico, assinale a alternativa INCORRETA.
- A)Tem baixo risco de progressão (0 a 8%).
Correta, porque a PUNLMP tem baixo risco de progressão para doença invasiva, geralmente na faixa de 0% a 8%.
- B)Tem altas taxas de recidiva (60%).
Correta, pois a recidiva pode ser alta nessa lesão, chegando a índices em torno de 60% em algumas séries.
- C)Tem baixas taxas de recidiva (5%).
Errada, porque 5% é um valor muito baixo para recidiva em PUNLMP e não reflete o comportamento típico dessa neoplasia.
- D)Os pacientes devem ser acompanhados com mais frequência que aqueles com diagnóstico de papiloma.
Correta, já que o seguimento da PUNLMP deve ser mais próximo do que o do papiloma urotelial, por seu maior potencial de recorrência/progressão.
- E)Não é classificada como carcinoma.
Correta, pois a PUNLMP não é classificada como carcinoma, apesar de ser uma neoplasia urotelial que exige vigilância.
Gabarito: C
A PUNLMP (neoplasia urotelial papilífera de baixo potencial de malignidade) é uma lesão papilífera do urotélio com comportamento geralmente indolente, mas que não deve ser tratada como algo totalmente inofensivo. Ela fica no meio do caminho entre o papiloma urotelial e o carcinoma urotelial de baixo grau, por isso o seguimento é importante. Em provas, o ponto-chave é lembrar que a chance de progressão é baixa, em torno de 0% a 8%, mas a recidiva pode acontecer com frequência relevante, bem acima de 5%. Ou seja, a lesão pode voltar, mesmo sem grande agressividade. É justamente por isso que a alternativa C está errada: dizer que a PUNLMP tem baixas taxas de recidiva de 5% contraria o comportamento esperado da doença. Na prática, o problema não é tanto virar um tumor invasivo, e sim reaparecer ao longo do tempo. Então, quando a banca joga um número muito pequeno para recidiva, vale acender a luz amarela. Também é correto afirmar que a PUNLMP não é classificada como carcinoma, o que costuma confundir porque ela é uma neoplasia urotelial e, ainda assim, não entra na categoria de carcinoma. Por isso, o acompanhamento deve ser mais atento do que no papiloma, já que o risco biológico é maior que o de uma lesão benigna simples. Em resumo: baixo risco de progressão, recidiva relativamente alta e necessidade de seguimento. A banca costuma cobrar exatamente essa distinção entre comportamento biológico e nomenclatura histopatológica.