Considerando as principais vestibulopatias periféricas, assinale a alternativa INCORRETA.
- A)O tratamento da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a Manobra de Epley.
Correta: a VPPB é tratada com manobras de reposicionamento, como a de Epley.
- B)Nas neuronites vestibulares, preconiza-se o uso de sedativos labirínticos, como Dimenidrinato e Cinarizina, por longos períodos para auxiliar na compensação vestibular.
Errada: sedativos labirínticos podem ser usados na fase aguda, mas não por longos períodos, pois prejudicam a compensação vestibular.
- C)Em alguns casos, pode-se associar diuréticos no tratamento da Síndrome de Ménière.
Correta: em alguns casos, diuréticos podem ser associados no tratamento da síndrome de Ménière.
- D)Na Síndrome de Ménière, o diagnóstico etiológico é importante para o manejo terapêutico, portanto deve-se realizar investigação laboratorial para as principais doenças metabólicas.
Correta: na síndrome de Ménière, a investigação de possíveis causas metabólicas pode ajudar no manejo terapêutico.
- E)A Vertigem Paroxística Benigna da Infância (VPBI) difere da VPPB de adultos, pois não é postural, apresentando crises breves (30- 60 segundos) com presença de nistagmo. Até metade das crianças com VPBI desenvolvem enxaqueca na adolescência.
Correta: a VPBI tem características próprias da infância, com crises breves, nistagmo e associação frequente com enxaqueca.
Gabarito: B
As vestibulopatias periféricas costumam causar vertigem verdadeira, nistagmo e piora com movimentos da cabeça. O segredo da prova é separar o tratamento de crise do tratamento de longo prazo: uma coisa é aliviar a tontura no começo, outra é não atrapalhar a compensação vestibular do cérebro. Na VPPB, o problema é o deslocamento de otólitos nos canais semicirculares, então a conduta clássica é a manobra de reposicionamento, como a de Epley. Na síndrome de Ménière, além de orientações dietéticas, em alguns casos entram diuréticos e a investigação de fatores associados pode ser útil, porque o quadro não é só “tontura e pronto”. A alternativa incorreta é a que defende uso prolongado de sedativos labirínticos na neuronite vestibular. Dimenidrinato e cinarizina podem até ser usados na fase aguda para aliviar sintomas, mas por pouco tempo, porque o uso prolongado atrapalha a compensação vestibular central e pode prolongar a recuperação. Na VPBI, o quadro é típico da infância, com crises breves e nistagmo, e há associação com enxaqueca em parte dos casos. Em prova, sempre desconfie de condutas que “seguram demais” a tontura com remédios sedativos, porque isso costuma soar lógico, mas costuma estar errado.