Sobre tipos de excisão de acordo com Prendiville (2003), assinale a alternativa correta.
- A)Tipo 1: não se estende mais de 1 cm no canal endocervical.
Correta, porque o tipo 1 corresponde a uma excisão que não ultrapassa 1 cm no canal endocervical.
- B)Tipo 2: faz-se a retirada entre 2 e 2,5 cm do canal.
Errada, porque o tipo 2 não é definido por retirada entre 2 e 2,5 cm do canal.
- C)Tipo 2: faz-se a retirada de até 3 cm do canal.
Errada, porque a medida de até 3 cm não corresponde ao tipo 2 na classificação de Prendiville.
- D)Tipo 3: faz-se a retirada de menos de 2 cm do canal.
Errada, porque o tipo 3 é mais extenso e não se limita a menos de 2 cm do canal.
- E)Tipo 3: faz-se a retirada de até 5 cm do canal.
Errada, porque até 5 cm é uma extensão excessiva e não representa a definição do tipo 3.
Gabarito: A
A classificação de Prendiville (2003) é usada para descrever a extensão da excisão endocervical em procedimentos como a conização/LEEP, principalmente quando se quer padronizar o quanto do canal foi removido. A lógica é simples: quanto maior o tipo, maior a porção do canal endocervical retirada, o que costuma acontecer quando a lesão sobe mais para dentro do colo. No tipo 1, a excisão é limitada e não ultrapassa 1 cm no canal endocervical. É o cenário mais conservador, pensado para lesões mais baixas, visíveis e com menor extensão para o canal. Já os tipos 2 e 3 representam ressecções progressivamente mais profundas e amplas, indo além desse limite. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve exatamente o tipo 1 como uma excisão que não se estende mais de 1 cm no canal endocervical. As demais alternativas embaralham os cortes de profundidade e aumentam demais a extensão do tipo 1 ou atribuem medidas incompatíveis aos tipos 2 e 3. Na prática de prova, vale guardar a ideia-chave: tipo 1 = pequeno alcance no canal; tipo 2 e 3 = excisão mais extensa. Quando a banca traz Prendiville, ela costuma cobrar esse detalhe numérico quase como se fosse uma fita métrica do colo do útero.