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Medicina · IMPARH · 2021

Questão comentada de Medicina

Mulher de 32 anos deu entrada no IJF após queda de moto e consequente trauma cranioencefálico (TCE) grave. Foram feitos primeiros socorros e, após avaliada e estabilizada na emergência, foi encaminhada para neurocirurgia. Sabe-se que um dos principais problemas no TCE são as lesões secundárias, que devem ser evitadas. Os mecanismos de lesão secundária mais importantes nos traumas são:

Gabarito: A

No trauma cranioencefálico grave, o grande inimigo nem sempre é a lesão inicial, mas o que acontece depois dela. As chamadas lesões secundárias pioram o dano cerebral e podem transformar um quadro grave em algo ainda mais grave, principalmente quando há queda da oxigenação e da perfusão cerebral. Em outras palavras: o cérebro machucado não tolera bem ficar sem oxigênio nem sem sangue chegando direito. Entre os mecanismos secundários mais importantes estão a hipóxia e a hipotensão. A hipóxia reduz a oferta de oxigênio ao tecido cerebral, e a hipotensão diminui a pressão de perfusão cerebral, levando a isquemia e pior desfecho neurológico. Na prática, a lógica é simples: cérebro traumatizado quer oxigênio e pressão arterial adequados, não privação dupla. Por isso, a alternativa A está correta. Em emergências de TCE, a prioridade é evitar insultos secundários, especialmente hipoxemia e hipotensão, porque eles aumentam mortalidade e sequelas. Esse é um ponto clássico de medicina intensiva e trauma, muito cobrado em condutas de suporte inicial e neuroproteção. As demais opções misturam termos que não representam os principais mecanismos secundários clássicos do TCE. A banca costuma cobrar essa ideia central de forma direta: o foco não é decorar uma lista extensa, mas lembrar que falhas respiratórias e hemodinâmicas são as mais perigosas para o cérebro lesionado.

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