No estudo da síncope, no ECG, a Síndrome de Brugada está associada à:
- A)Intervalo QT longo
Errada, porque a Síndrome de Brugada não é definida por intervalo QT longo, e sim por um padrão específico em V1-V3.
- B)Infarto do miocárdio prévio
Errada, pois infarto prévio pode causar outras alterações no ECG, mas não é a associação típica da Síndrome de Brugada.
- C)Atraso de condução e bloqueio de ramo ou de fascículo
Errada, porque atraso de condução e bloqueios de ramo/fascículo são achados mais inespecíficos e não descrevem o padrão característico de Brugada.
- D)Bloqueio do ramo direito com elevação do segmento ST e inversão da onda T em derivações precordiais (V1-V3)
Certa, pois a Síndrome de Brugada se associa a bloqueio de ramo direito com elevação do ST e inversão da onda T nas derivações precordiais direitas (V1-V3).
- E)Ectopia atrial e ventricular
Errada, já que ectopias atriais e ventriculares podem ocorrer em várias situações, mas não caracterizam a síndrome.
Gabarito: D
A Síndrome de Brugada é uma canalopatia cardíaca que chama atenção no ECG porque pode parecer um bloqueio de ramo direito, mas com um detalhe importante: há elevação do segmento ST nas derivações precordiais direitas, especialmente V1 a V3, e alteração da onda T. Isso é clássico porque o traçado costuma “enganar” quem olha rápido e pensa em algo inespecífico. Na prática, ela é lembrada no estudo da síncope e da morte súbita, principalmente em pessoas com coração estruturalmente normal. O eletrocardiograma típico mostra padrão de bloqueio de ramo direito associado a supradesnivelamento do ST em V1-V3, com inversão de T. É exatamente essa combinação que define a alternativa correta. Então, quando a questão fala em Brugada no ECG, pense em precordiais direitas, bloqueio de ramo direito e alteração do ST. Não é QT longo, não é cicatriz de infarto antigo e também não é uma arritmia atrial isolada. O ponto-chave aqui é reconhecer o desenho elétrico característico da síndrome. Em prova, a banca costuma cobrar esse padrão visual bem específico, porque ele é o marcador clássico da síndrome. Se você viu bloqueio de ramo direito com ST elevado em V1 a V3, acendeu a luz de Brugada.