A obesidade é uma doença multifatorial com complicações metabólicas importantes. No que diz respeito ao manejo da obesidade, podemos afirmar:
- A)Os agonistas de GLP-1 são medicamentos utilizados no tratamento da obesidade.
Certa, porque os agonistas de GLP-1 são usados no tratamento farmacológico da obesidade.
- B)A cirurgia bariátrica é indicada como primeira linha para todos os casos.
Errada, porque a cirurgia bariátrica não é primeira linha para todos os pacientes, e sim para casos selecionados.
- C)A obesidade não está associada a resistência à insulina.
Errada, porque a obesidade se associa fortemente à resistência à insulina e a outras alterações metabólicas.
- D)O manejo da obesidade inclui apenas restrição calórica.
Errada, porque o manejo da obesidade inclui dieta, atividade física, mudança de comportamento, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia.
Gabarito: A
A obesidade é uma doença crônica, multifatorial e complexa, não sendo resolvida com uma única medida mágica. Ela envolve genética, ambiente, alimentação, sedentarismo, sono, fatores hormonais e até aspectos emocionais. Por isso, o manejo costuma ser combinado: alimentação adequada, atividade física, mudança de comportamento, medicamentos quando indicados e, em alguns casos, cirurgia bariátrica. O item A está correto porque os agonistas de GLP-1 fazem parte do tratamento medicamentoso da obesidade. Esses fármacos ajudam a reduzir o apetite, aumentam a saciedade e favorecem perda de peso, sendo úteis em pacientes selecionados. É aquele tipo de remédio que não faz milagre sozinho, mas entra muito bem no tratamento quando há indicação clínica. Já a cirurgia bariátrica não é primeira linha para todos os casos, porque costuma ser reservada para obesidade grave ou para situações específicas em que medidas clínicas falharam. Também é falso dizer que a obesidade não se associa à resistência à insulina: essa associação é clássica e muito importante, especialmente pelo risco de diabetes tipo 2. E o manejo não se limita à restrição calórica, porque tratar obesidade é muito mais do que só "comer menos". Na prática, o cuidado é multidisciplinar e individualizado.