São condições relacionadas a classificação das hemorragias, exceto:
- A)Na hemorragia classe I acontece perdas de até 15% da volemia. Esse estágio apresenta poucas manifestações clínicas
Está correta: na hemorragia classe I, a perda é de até 15% da volemia e os sinais clínicos costumam ser discretos ou pouco perceptíveis.
- B)Na hemorragia classe II incluem achados clínicos como o aumento da frequência ventilatória, taquicardia e alargamento da pressão de pulso
Está errada: na classe II há taquicardia e taquipneia, mas a pressão de pulso tende a se estreitar, não a se alargar.
- C)Na hemorragia classe III se observa os achados clássicos do choque, com perdas estimadas entre 30 e 40% da volemia
Está correta: a classe III corresponde a perda aproximada de 30% a 40% da volemia, com quadro compatível com choque.
- D)Na hemorragia classe IV acontecem perdas superiores a 40% da volemia. A sobrevivência depende do imediato controle da hemorragia e reposição volêmica vigorosa que inclui necessariamente transfusão
Está correta: na classe IV a perda é superior a 40% da volemia e a sobrevida depende de controle imediato do sangramento e reposição vigorosa, incluindo transfusão.
- E)São achados na hemorragia classe IV frequência cardíaca maior que 140bpm, frequência respiratória maior que 35irpm associados a confusão e letargia
Está correta: frequência cardíaca acima de 140 bpm, frequência respiratória acima de 35 irpm, confusão e letargia são achados compatíveis com hemorragia classe IV.
Gabarito: B
A classificação das hemorragias agudas, muito usada no trauma e no ATLS, divide a perda volêmica em classes I a IV. A ideia é simples: quanto maior a perda de sangue, mais o corpo tenta compensar com taquicardia, aumento da frequência respiratória, queda da perfusão e alteração do nível de consciência. Na classe I, a perda costuma ser de até 15% e os sinais podem ser discretos. Na classe II, já aparecem taquicardia e taquipneia, mas a pressão de pulso tende a ficar reduzida, não alargada. Na classe III, a hemorragia já é importante, com sinais clássicos de choque. Na classe IV, a perda passa de 40%, com risco iminente de morte, exigindo controle imediato do sangramento e reposição volêmica agressiva, geralmente com transfusão. O gabarito é a letra B porque erra exatamente o achado da pressão de pulso na classe II.