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Medicina · IBFC · 2024

Questão comentada de Medicina

Na pré-eclâmpsia a medição dos marcadores antiangiogénicos urinários ou plasmáticos, como a tirosina quinase-1 solúvel semelhante ao fms (sFlt-1), e dos marcadores angiogénicos, como o fator de crescimento placentário (PlGF), ou das suas proporções, pode ser útil para: Analise as afirmativas abaixo. I. Distinguir a pré-eclâmpsia de outros distúrbios hipertensivo-proteinúricos em pacientes que apresentam características clínicas suspeitas de pré-eclâmpsia, reduzindo o tempo para a confirmação do diagnóstico (agilizando, assim, o início dos cuidados clínicos adequados). II. Determinar se uma paciente com algumas das manifestações de pré-eclâmpsia, mas que não preenche os critérios de diagnóstico, necessita de intervenção médica, como hospitalização ou parto. III. Prever o risco a curto prazo de progressão para pré-eclâmpsia com características graves. Estão corretas as afirmativas:

Gabarito: E

Na pré-eclâmpsia, o problema central não é só a pressão subir: há também uma alteração da placentação e um desequilíbrio entre fatores angiogênicos e antiangiogênicos. Por isso, marcadores como sFlt-1 e PlGF ganharam espaço na prática, especialmente quando o quadro clínico ainda está meio "cinzento" e você precisa separar o joio do trigo mais rápido. O sFlt-1 é um marcador antiangiogênico e o PlGF é angiogênico. Quando o sFlt-1 sobe e o PlGF cai, ou quando a proporção entre eles se altera, isso favorece o diagnóstico de pré-eclâmpsia e ajuda a diferenciá-la de outros distúrbios hipertensivo-proteinúricos. Em outras palavras, esses testes podem acelerar a confirmação diagnóstica e, com isso, antecipar o cuidado adequado. Além disso, eles podem ajudar a decidir condutas em pacientes que têm sinais sugestivos, mas ainda não fecham critério diagnóstico. Nesses casos, o resultado pode apoiar a decisão sobre observação mais estreita, hospitalização ou necessidade de interrupção da gestação, sempre junto com o quadro clínico e a avaliação materno-fetal. Não é um teste mágico, mas é uma ferramenta bem útil na tomada de decisão. Também existe valor prognóstico: essas proporções podem estimar risco de piora em curto prazo, inclusive progressão para pré-eclâmpsia com características graves. Por isso, a banca considera corretas as três afirmativas. O ponto-chave aqui é lembrar que esses biomarcadores são auxiliares, mas bem relevantes quando o diagnóstico e a gravidade ainda estão em dúvida.

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