Assinale a alternativa que apresenta a primeira linha preferencial aprovada no Brasil para carcinoma epidermóide de colo de útero.
- A)Pembrolizumabe monodroga independente da expressão de PDL1
Errada, porque pembrolizumabe monodroga não é a primeira linha preferencial aprovada para esse cenário e depende de critério de biomarcador em combinações específicas.
- B)Cisplatina ou Carboplatina, Paclitaxel, Bevacizumabe e Pembrolizumabe, se expressão de PDL1 ≥1%
Certa, pois reúne a quimioterapia com platina e paclitaxel, associa bevacizumabe e indica pembrolizumabe quando há expressão de PD-L1 >= 1%.
- C)Cisplatina ou Carboplatina, Paclitaxel e Bevacizumabe
Errada, porque descreve um esquema sem imunoterapia, que ficou inferior ao padrão atual quando há elegibilidade para pembrolizumabe.
- D)Cisplatina ou Carboplatina, Paclitaxel, Bevacizumabe ePembrolizumabe, independente da expressão de PDL1
Errada, porque indica pembrolizumabe independentemente de PD-L1, mas a aprovação preferencial nessa situação não é universal e exige a positividade do biomarcador.
Gabarito: B
No carcinoma epidermóide de colo do útero avançado, a primeira linha sistêmica mudou bastante com a chegada da imunoterapia. Hoje, a lógica do tratamento combina quimioterapia à base de platina com paclitaxel, pode associar bevacizumabe e, quando há expressão de PD-L1, acrescenta-se pembrolizumabe. É a clássica virada da oncologia: antes era só quimio, agora o tumor também ganha uma “surpresa” do sistema imune. O ponto central da questão é a aprovação no Brasil para essa situação clínica. O esquema preferencial inclui cisplatina ou carboplatina + paclitaxel + bevacizumabe + pembrolizumabe, mas o uso do pembrolizumabe nessa linha depende de PD-L1 positivo, usualmente definido como CPS >= 1. Isso acompanha o racional do estudo KEYNOTE-826, que mostrou benefício clínico com a adição do anti-PD-1 em doença persistente, recorrente ou metastática. Por isso, a alternativa B está correta: ela traz exatamente a combinação aceita e ainda respeita o critério de expressão de PD-L1. As demais opções erram ao omitir bevacizumabe, ao usar pembrolizumabe sem a exigência de PD-L1, ou ao propor monoterapia, o que não é a primeira linha preferencial nesse cenário.