Assinale a alternativa que apresenta o método considerado como padrão-ouro para o diagnóstico da Doença de Hirschsprung.
- A)Enema opaco
Errada, porque o enema opaco sugere Hirschsprung ao mostrar zona de transição, mas não é exame confirmatório nem padrão-ouro.
- B)Manometria anorretal
Errada, porque a manometria anorretal pode mostrar ausência do reflexo inibitório retoanal, porém serve mais como apoio diagnóstico do que confirmação definitiva.
- C)Análise histopatológica de biópsia retal
Certa, porque a análise histopatológica da biópsia retal demonstra a aganglionose, achado que confirma a Doença de Hirschsprung.
- D)Ressonância nuclear magnética
Errada, porque a ressonância magnética não é o exame de escolha para diagnosticar Hirschsprung.
- E)Tempo de trânsito colônico
Errada, porque o tempo de trânsito colônico pode avaliar disfunções do trânsito, mas não confirma a ausência de células ganglionares.
Gabarito: C
A Doença de Hirschsprung é uma causa clássica de obstrução intestinal funcional na infância, provocada pela ausência de células ganglionares nos plexos nervosos do intestino distal. Isso faz o segmento afetado ficar “travado”, sem relaxar direito, e o intestino acima dele dilata. Na prática, o diagnóstico começa com suspeita clínica e pode ser apoiado por exames de imagem e função, mas o exame que fecha a questão é a biópsia retal com análise histopatológica, porque mostra a aganglionose, que é a lesão de base da doença. O enema opaco pode sugerir a doença ao mostrar zona de transição e dilatação proximal, mas ele não confirma sozinho. A manometria anorretal ajuda ao demonstrar ausência do reflexo inibitório retoanal, achado bem típico, porém também não é o padrão-ouro. Em concurso, sempre vale a lógica: exame bom para suspeitar não é necessariamente o exame que confirma. A biópsia retal, especialmente por sucção em lactentes, é o método confirmatório clássico, pois permite identificar a ausência de células ganglionares e a hipertrofia de fibras nervosas. É por isso que a alternativa correta é a C. Em resumo: imagem e manometria podem “apontar o caminho”, mas a histopatologia da biópsia é quem assina a certidão diagnóstica.