Em diabéticos do tipo 2, com base no julgamento do médico e na preferência do paciente, a obtenção de valores da hemoglobina glicada mais baixos do que a meta de ____ pode ser aceitável e até benéfica, se puder ser alcançado com segurança sem hipoglicemia significativa ou outros efeitos adversos do tratamento. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
- A)7,1%
Errada, porque 7,1% não é a meta clássica usada como referência para esse raciocínio.
- B)6%
Errada, pois 6% é uma meta muito mais agressiva e não é o valor-base citado na formulação da questão.
- C)7,5%
Errada, porque 7,5% não corresponde ao alvo geral de hemoglobina glicada em diabetes tipo 2.
- D)5,5%
Errada, já que 5,5% é um valor abaixo do usual e não representa a meta padrão perguntada.
- E)7%
Certa, porque a meta geral de HbA1c em diabéticos tipo 2 é 7%, e valores inferiores podem ser aceitáveis se houver segurança e sem hipoglicemia relevante.
Gabarito: E
Na diabetes tipo 2, a meta de hemoglobina glicada costuma ser individualizada, mas o valor de referência mais usado como alvo geral é abaixo de 7%. A ideia é simples: controlar bem a glicose reduz risco de complicações microvasculares, sem transformar o tratamento numa fábrica de hipoglicemia. Se o paciente tolera bem, e se o médico julgar seguro, dá para mirar em números ainda mais baixos do que essa meta padrão. É exatamente isso que a questão cobra: segundo a lógica adotada em diretrizes como a da American Diabetes Association, valores inferiores a 7% podem ser aceitáveis e até benéficos em alguns pacientes, desde que sem hipoglicemia significativa ou outros efeitos adversos. Ou seja, não é uma licença para apertar o tratamento a qualquer custo, e sim para personalizar a meta. Por isso, o gabarito é 7%. É a meta clássica que serve de base; abaixo dela, em casos selecionados, pode haver benefício. Em prova, lembre do trio: meta individualizada, risco de hipoglicemia e segurança do tratamento. A glicada gosta de controle, mas não de exagero.