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Medicina · IBFC · 2022

Questão comentada de Medicina

Sobre a doença litiásica da vesícula e da via biliar principal, assinale a alternativa incorreta.

Gabarito: A

Na suspeita de coledocolitíase, a ideia central é simples: quanto menor o cálculo, mais a imagem de alta resolução faz diferença. A ecoendoscopia (EUS) costuma ter excelente desempenho porque o transdutor fica muito perto da via biliar, reduzindo a interferência de gases e melhorando a visualização de cálculos pequenos, inclusive os menores que 5 mm. Por isso, ela costuma superar a ultrassonografia abdominal e também é comparável à CPRE no diagnóstico, sem a mesma invasividade do exame terapêutico. A colangiorressonância magnética (MRCP) também é muito útil, mas ela não ganha da ecoendoscopia quando o assunto é detectar cálculos pequenos, especialmente abaixo de 10 mm. Nessa faixa, a EUS tende a ser mais sensível. Em prova, isso cai como armadilha clássica: trocar a melhor performance da ecoendoscopia pela ressonância. A EUS ainda ajuda em situações em que a anatomia da vesícula e da via biliar precisa ser melhor caracterizada, podendo diferenciar lesões benignas como colesterolose e adenomiomatose. Então, o erro da questão está justamente em inverter o desempenho dos métodos de imagem para cálculos pequenos. Em resumo: para pedrinhas traiçoeiras, a ecoendoscopia costuma ser a amiga mais observadora.

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