Sobre a doença litiásica da vesícula e da via biliar principal, assinale a alternativa incorreta.
- A)A colangiorrressonância magnética tem maior acurácia que a ecoendoscopia para detecção de cálculos menores que 10mm
Errada, porque a colangiorressonância não tem maior acurácia que a ecoendoscopia para cálculos menores que 10 mm; a EUS costuma ser superior nessa faixa.
- B)A proximidade com as estruturas contribui para que a ecoendoscopia tenha mais acurácia que a ultrassonografia abdominal
Certa, pois a proximidade da sonda com a vesícula e a via biliar reduz limitações da ultrassonografia abdominal e aumenta a acurácia da ecoendoscopia.
- C)A sensibilidade da ecoendoscopia para a detecção de coledocolitíase é comparável à CPRE com papilotomia e varredura da via biliar principal
Certa, já que a sensibilidade da ecoendoscopia para coledocolitíase é muito alta e comparável à CPRE diagnóstica com papilotomia e exploração da via biliar.
- D)A ecoendoscopia pode diferenciar colesterolose da adenomiose da vesicular biliar
Certa, porque a ecoendoscopia pode ajudar a distinguir alterações benignas da parede vesicular, como colesterolose e adenomiomatose.
- E)A ecoendoscopia permite a identificação de cálculos menores que 5mm
Certa, pois a ecoendoscopia detecta cálculos muito pequenos, inclusive menores que 5 mm, com boa sensibilidade.
Gabarito: A
Na suspeita de coledocolitíase, a ideia central é simples: quanto menor o cálculo, mais a imagem de alta resolução faz diferença. A ecoendoscopia (EUS) costuma ter excelente desempenho porque o transdutor fica muito perto da via biliar, reduzindo a interferência de gases e melhorando a visualização de cálculos pequenos, inclusive os menores que 5 mm. Por isso, ela costuma superar a ultrassonografia abdominal e também é comparável à CPRE no diagnóstico, sem a mesma invasividade do exame terapêutico. A colangiorressonância magnética (MRCP) também é muito útil, mas ela não ganha da ecoendoscopia quando o assunto é detectar cálculos pequenos, especialmente abaixo de 10 mm. Nessa faixa, a EUS tende a ser mais sensível. Em prova, isso cai como armadilha clássica: trocar a melhor performance da ecoendoscopia pela ressonância. A EUS ainda ajuda em situações em que a anatomia da vesícula e da via biliar precisa ser melhor caracterizada, podendo diferenciar lesões benignas como colesterolose e adenomiomatose. Então, o erro da questão está justamente em inverter o desempenho dos métodos de imagem para cálculos pequenos. Em resumo: para pedrinhas traiçoeiras, a ecoendoscopia costuma ser a amiga mais observadora.