Uma lactente de 3 meses é admitida na emergência com diagnóstico de bronquiolite viral moderada. O exame inicial revela taquipneia, sibilos e esforço respiratório leve. Qual dos seguintes fatores é o mais preditivo de uma evolução grave que pode necessitar internação em UTI?
- A)História de alimentação por fórmula em vez de aleitamento materno exclusivo.
Errada, porque a forma de alimentação não é o principal preditor de gravidade aguda na bronquiolite.
- B)Falta de vacinação contra gripe.
Errada, pois ausência de vacina contra gripe não é o fator mais associado a evolução grave imediata desse quadro.
- C)Prematuridade inferior à 32 semanas de gestação.
Certa, porque prematuridade abaixo de 32 semanas aumenta muito o risco de bronquiolite grave e de necessidade de UTI.
- D)Presença de rinite alérgica nos pais.
Errada, já que rinite alérgica nos pais pode sugerir terreno atópico, mas não prediz gravidade da bronquiolite.
- E)Exposição ao tabagismo passivo.
Errada, porque tabagismo passivo piora saúde respiratória, porém não é o fator mais forte para prever UTI nessa situação.
Gabarito: C
A bronquiolite viral é uma infecção muito comum nos primeiros meses de vida, geralmente com quadro de coriza, tosse, sibilos e aumento do esforço respiratório. Na maioria das vezes, o tratamento é de suporte, com hidratação, aspiração de vias aéreas e oxigênio quando necessário. O ponto-chave da questão é identificar quem tem maior risco de piora importante, porque nem toda criança com bronquiolite vai evoluir mal, mas alguns fatores deixam a situação bem mais delicada. Entre esses fatores, a prematuridade é um dos mais importantes, especialmente quando a criança nasceu com menos de 32 semanas de gestação. Isso acontece porque o pulmão e a reserva respiratória ainda são imaturos, além de haver maior vulnerabilidade a apneias e insuficiência respiratória. Por isso, esse grupo tem risco mais alto de necessidade de internação em UTI do que fatores ambientais ou familiares isolados. Na prática, você deve pensar que bronquiolite grave é mais provável em lactentes muito pequenos, prematuros, com cardiopatia, doença pulmonar crônica ou com sinais clínicos importantes de desconforto respiratório. Já itens como tabagismo passivo, fórmula ou rinite alérgica na família podem até piorar o cenário geral, mas não são os marcadores mais fortes de gravidade imediata. Então, o gabarito é a letra C porque prematuridade menor que 32 semanas é um preditor clássico de evolução grave e de possível necessidade de UTI. Em prova, a banca costuma separar fatores de risco gerais de fatores realmente associados a gravidade importante, e aqui ela quer justamente o segundo grupo.