Na prática de cuidado à saúde do adolescente, qual dos seguintes aspectos é fundamental para o sucesso da interprofissionalidade e do trabalho em equipe?
- A)A centralização das decisões de cuidado em um único profissional para garantir a consistência do tratamento.
Errada, porque centralizar as decisões em um único profissional enfraquece a colaboração e reduz a integralidade do cuidado.
- B)A competição entre profissionais de saúde de diferentes áreas para promover uma abordagem mais dinâmica no cuidado ao adolescente.
Errada, pois competição entre profissionais atrapalha a cooperação e tende a piorar a qualidade da assistência.
- C)A independência total das práticas profissionais, evitando discussões interdisciplinares que possam prolongar o processo de cuidado.
Errada, porque a independência total das práticas impede a articulação entre saberes e fragmenta o cuidado.
- D)A delegação de todas as tarefas de cuidado para o profissional com maior experiência clínica, independentemente de sua área de especialização.
Errada, já que delegar tudo a um único profissional desconsidera a especificidade de cada área e não favorece o trabalho em equipe.
- E)A comunicação efetiva e o respeito mútuo entre os profissionais de saúde, promovendo uma abordagem integral e coordenada do cuidado.
Certa, porque a comunicação efetiva e o respeito mútuo sustentam a atuação interprofissional e o cuidado integral e coordenado.
Gabarito: E
No cuidado ao adolescente, o trabalho em equipe não é um “cada um por si” sofisticado. Ele depende de integração real entre os profissionais, com troca de informações, objetivos comuns e respeito ao papel de cada um. Isso vale especialmente na Pediatria e Neonatologia, em que o cuidado costuma envolver médico, enfermagem, psicologia, serviço social, nutrição e outros profissionais, todos olhando para o adolescente de forma integral. A ideia central é que interprofissionalidade não significa só várias pessoas atendendo o mesmo paciente. Significa atuar de modo coordenado, com comunicação efetiva, escuta e cooperação. Quando isso acontece, o cuidado fica mais seguro, mais completo e mais humano, evitando condutas fragmentadas ou contraditórias. Por isso, o gabarito é a letra E. A comunicação efetiva e o respeito mútuo entre os profissionais sustentam a prática colaborativa e permitem construir um plano terapêutico coerente, especialmente em um público como o adolescente, que precisa de abordagem biopsicossocial e não apenas de uma visão biomédica estreita. Esse raciocínio conversa com os princípios do SUS, sobretudo integralidade, universalidade e trabalho em equipe na Atenção Primária e nas redes de cuidado. Na prática, sem diálogo e respeito, a equipe vira uma reunião de talentos soltos; com eles, vira cuidado de verdade.