“É um tumor do sistema nervoso central de crescimento lento que envolve o sistema ventricular. O diagnóstico é baseado na RM e biópsia. O tratamento é uma combinação de cirurgia, radioterapia e algumas vezes quimioterapia.” Qual das opções abaixo é o diagnóstico mais provável?
- A)Craniofaringioma.
Errada, porque o craniofaringioma é tipicamente selar ou suprasselar, não um tumor que envolve o sistema ventricular.
- B)Astrocitoma pilocítico.
Errada, porque o astrocitoma pilocítico é um tumor de baixo grau, mas não é o clássico tumor ventricular descrito no enunciado.
- C)Glioma pontino intrínseco difuso.
Errada, porque o glioma pontino intrínseco difuso acomete a ponte/tronco encefálico, e não o sistema ventricular.
- D)Meduloblastoma.
Errada, porque o meduloblastoma é mais agressivo e costuma surgir na fossa posterior, com outro perfil clínico e topográfico.
- E)Ependimoma.
Certa, porque o ependimoma é um tumor do SNC de crescimento lento que envolve o sistema ventricular, com diagnóstico por RM e biópsia e tratamento baseado em cirurgia, radioterapia e, às vezes, quimioterapia.
Gabarito: E
Quando a questão fala em tumor do sistema nervoso central de crescimento lento, com envolvimento do sistema ventricular, o alerta acende para ependimoma. Esse tumor nasce das células ependimárias, que revestem os ventrículos e o canal central da medula, então faz sentido ele aparecer justamente nessa região. Em crianças, ele costuma surgir na fossa posterior e pode obstruir o fluxo do líquor, causando sinais de hipertensão intracraniana. O diagnóstico costuma ser feito com RM e confirmado por biópsia, porque a imagem sugere, mas a histologia fecha a conta. O tratamento clássico é cirúrgico, tentando ressecção máxima segura, seguido de radioterapia e, em alguns casos, quimioterapia. Isso combina bem com o enunciado, que descreve exatamente essa abordagem terapêutica em tumor ventricular de crescimento lento. Na prática de prova, sempre que aparecer um tumor associado ao sistema ventricular, pense primeiro em ependimoma antes de sair procurando nomes mais famosos. As outras alternativas não encaixam tão bem no quadro. Meduloblastoma é mais agressivo e típico da fossa posterior em crianças, astrocitoma pilocítico é geralmente um tumor de baixo grau, mas não é o clássico do revestimento ventricular, e craniofaringioma costuma estar na região selar/suprasselar. Já o glioma pontino intrínseco difuso tem outra localização e comportamento, bem diferente do tumor descrito.