A realização de eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é recomendada na avaliação inicial de todos os pacientes com insuficiência cardíaca para avaliar os seguintes sinais, EXCETO:
- A)hipertrofia ventricular esquerda.
Correta: o ECG pode mostrar sinais de hipertrofia ventricular esquerda, como aumento de voltagem e alterações secundárias da repolarização.
- B)isquemia miocárdica.
Correta: o traçado pode revelar isquemia ou infarto, com alterações de ST-T, inversões de T ou ondas Q patológicas.
- C)áreas de fibrose.
Correta: áreas de fibrose ou cicatriz podem aparecer como ondas Q ou outras alterações compatíveis com sequela miocárdica.
- D)estimativa da pressão sistólica na artéria pulmonar.
Errada: a estimativa da pressão sistólica na artéria pulmonar é feita pelo ecocardiograma, não pelo ECG.
- E)distúrbios da condução atrioventricular.
Correta: o ECG identifica bloqueios e distúrbios da condução atrioventricular, como PR prolongado e bloqueios AV.
Gabarito: D
No paciente com insuficiência cardíaca, o ECG de 12 derivações faz parte da avaliação inicial porque ajuda a descobrir a causa e a gravidade do problema. Ele é simples, barato e entrega muita pista em pouco tempo: ritmo, sobrecargas, sinais de isquemia antiga ou recente e distúrbios de condução. Em prova, pense nele como um exame de triagem estratégica, não como um exame que responde tudo. Na prática, o ECG pode sugerir hipertrofia ventricular esquerda, isquemia miocárdica e até áreas de fibrose ou cicatriz, como ondas Q patológicas. Também é útil para identificar bloqueios de ramo e distúrbios da condução atrioventricular, que podem piorar sintomas e influenciar conduta. Ou seja, ele conversa bem com o coração elétrico. O ponto-chave da questão é que o ECG não estima pressão sistólica da artéria pulmonar. Essa informação é dada principalmente pelo ecocardiograma com Doppler, que avalia pressão pulmonar de forma indireta por meio de outros parâmetros. Então, se a alternativa fala em pressão pulmonar como algo que o ECG mede na avaliação inicial, ela saiu da sala errada. Em resumo: o ECG na insuficiência cardíaca ajuda muito a buscar etiologia e alterações associadas, mas não substitui o ecocardiograma para estimar pressões pulmonares. Por isso, o gabarito é a letra D.