Na coalizão tarsal, a imagem radiográfica conhecida como "nariz de tamanduá" é característica da barra:
- A)talocalcaneana, na incidência de perfil
Errada: a coalizão talocalcaneana não é a associada ao sinal radiográfico do "nariz de tamanduá".
- B)talocalcaneana, na incidência oblíqua
Errada: a incidência oblíqua é a mais útil para a coalizão calcaneonavicular, não para a talocalcaneana.
- C)calcaneonavicular, na incidência de perfil
Errada: a coalizão calcaneonavicular pode aparecer na oblíqua, mas o "nariz de tamanduá" é o achado clássico dessa barra, não da incidência de perfil.
- D)calcaneonavicular, na incidência oblíqua
Certa: o "nariz de tamanduá" é característico da coalizão calcaneonavicular na incidência oblíqua do pé.
Gabarito: D
A coalizão tarsal é uma união anormal entre dois ossos do tarso, e isso costuma dar dor, rigidez e pé plano, especialmente em crianças e adolescentes. As duas coalizões mais cobradas são a talocalcaneana e a calcaneonavicular, então o truque da prova é ligar a barra certa ao melhor exame de imagem. Na coalizão calcaneonavicular, a radiografia oblíqua do pé é a clássica porque pode mostrar o sinal do "nariz de tamanduá". Esse nome vem do aspecto alongado e ponteagudo da apófise do calcâneo, que lembra mesmo um focinho. É um achado bem conhecido em ortopedia e aparece como pista radiográfica desse tipo de barra. Já a coalizão talocalcaneana costuma ser mais discreta na radiografia simples e pode exigir incidências específicas ou tomografia para melhor avaliação. Por isso, quando a questão fala em "nariz de tamanduá", você deve pensar em coalizão calcaneonavicular e incidência oblíqua, que é exatamente o gabarito. Em resumo: se a prova te der "nariz de tamanduá", não deixe a banca te levar para o lado do tálus por engano. Esse sinal é o clássico da barra calcaneonavicular, e não da talocalcaneana.