De acordo com a 8° edição do TNM (AJCC), qual assertiva abaixo está correta:
- A)o carcinoma lobular in situ (CLIS) é classificado como Tis (Carcinoma in situ).
Errada, porque o carcinoma lobular in situ é tratado como uma lesão in situ na classificação, mas a alternativa usa a formulação de modo simplificado e não é a assertiva cobrada como correta na questão.
- B)o estadiamento prognóstico patológico não deve ser aplicado em pacientes submetidas a tratamento neoadjuvante.
Certa, porque o estadiamento prognóstico patológico não deve ser aplicado nos casos submetidos à neoadjuvância, já que o tratamento altera os achados anatomopatológicos e compromete a comparação prognóstica padrão.
- C)estadiamento prognóstico clínico contempla a assinatura genômica do tumor.
Errada, porque a assinatura genômica não faz parte do estadiamento prognóstico clínico; ela pode integrar o estadiamento prognóstico em contextos específicos, não o estágio clínico puro.
- D)na presença de tumor multifocal, somam-se as medidas dos tumores para definir o T, seja ele clínico ou patológico.
Errada, porque em tumor multifocal não se somam as medidas para definir T; em regra, considera-se a maior lesão e a multifocalidade é descrita à parte.
Gabarito: B
Na 8ª edição do TNM da AJCC, o estadiamento do câncer de mama ficou mais “inteligente”: além de tamanho tumoral, linfonodos e metástases, ele pode incorporar grau histológico, receptores hormonais, HER2 e, em situações selecionadas, assinatura genômica. A ideia é sair do estadiamento puramente anatômico e chegar mais perto do prognóstico real da paciente. Aqui mora a pegadinha mais clássica: o estadiamento prognóstico patológico é feito com base nos achados do material cirúrgico, mas ele não deve ser aplicado quando a paciente fez tratamento neoadjuvante. Isso acontece porque a resposta ao tratamento altera o tumor e os linfonodos, deixando o dado patológico pós-terapia menos comparável para fins de estadiamento prognóstico. Nessa situação, utiliza-se a avaliação clínica e, quando cabível, a categoria yp para descrever a resposta ao tratamento. Por isso, a alternativa B está correta. A AJCC orienta que, após neoadjuvância, não se use o estadiamento prognóstico patológico como se fosse um caso operado de início. Em prova, pense assim: neoadjuvância bagunça o cenário anatômico original, então o patologista até descreve o que encontrou, mas aquele estágio prognóstico patológico não entra da forma padrão. As demais alternativas tropeçam em conceitos da própria classificação: algumas misturam categorias, outras tentam somar tumores multifocais como se fosse matemática de feira. Em mastologia, a banca gosta de testar se você sabe diferenciar estadiamento clínico, patológico e pós-neoadjuvante, então vale decorar essa lógica com carinho.