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Medicina · HCFMB · 2025

Questão comentada de Medicina

Mulher de 24 anos com colelitíase e coledocolitiase, foi submetida a colecistectomia seguida de coledocotomia por videolaparoscopia com retirada de um cálculo de 1,8 cm do colédoco. Optado pela colocação de dreno de kehr. Paciente recebeu alta no 2º pós operatório. Com relação ao dreno de kehr, a melhor conduta é:

Gabarito: A

O dreno de Kehr, ou T-tube, costuma ser usado após coledocotomia para descomprimir a via biliar e permitir um acesso seguro ao colédoco no pós-operatório. A ideia não é sair tirando o dreno logo que a paciente vai bem: antes, você quer ter certeza de que não ficou cálculo residual, não há fuga biliar e o fluxo para o duodeno está ok. Por isso, a conduta clássica é fazer colangiografia pelo dreno cerca de 3 semanas depois da cirurgia. Esse prazo é importante porque o trajeto ao redor do dreno precisa amadurecer, reduzindo o risco de extravasamento de bile quando ele for removido. Em geral, o exame confirma se a via biliar está pérvia e se não há obstáculo distal. É a etapa “teste de estrada” antes de soltar a paciente de vez. Se a colangiografia estiver normal, aí sim se programa a retirada do Kehr. Se mostrar cálculo residual ou obstrução, você ainda tem uma porta aberta para conduta complementar. Esse é um manejo bem clássico em cirurgia geral e cai bastante em prova porque mistura técnica cirúrgica com tempo de retirada e exame de controle. Então, no caso descrito, a melhor conduta é justamente aguardar cerca de 3 semanas e realizar colangiografia pelo dreno antes de sacá-lo.

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