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Medicina · HCFMB · 2025

Questão comentada de Medicina

Sobre diagnóstico de infecção por CMV no transplantado renal:

Gabarito: D

No transplantado renal, diagnosticar CMV não é só procurar anticorpo como quem caça carteira no sofá. Como o paciente costuma já ter contato prévio com o vírus e ainda está imunossuprimido, a sorologia (IgG/IgM) perde bastante utilidade para dizer se há infecção ativa agora. Ela pode até ajudar no cenário pré-transplante, para avaliar risco sorológico do doador e do receptor, mas não é o melhor exame para o episódio infeccioso em si. Para infecção ativa por CMV, os exames mais úteis são os que detectam o vírus ou sua replicação: PCR para DNA viral e antigenemia pp65. A PCR é muito sensível e ajuda a detectar e acompanhar carga viral. A antigenemia pp65 também é clássica na prática do transplante, porque mostra viremia em atividade e costuma ser usada na vigilância e no seguimento do tratamento. A cultura viral existe, mas é lenta e pouco prática para uma situação em que você precisa de resposta rápida. Por isso, em transplantados, o raciocínio costuma favorecer métodos diretos de detecção viral, não apenas memória imunológica do paciente. Assim, o gabarito D está correto porque junta dois métodos que apontam infecção ativa por CMV no transplantado renal: PCR e antigenemia pp65. É o tipo de combinação que a banca adora cobrar quando quer separar exame antigo de exame útil de verdade.

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