Sobre Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil (LESJ) é CORRETO afirmar que:
- A)Em crianças a incidência é em média de 4,5 vezes mais frequente nos meninos, porém a razão varia de acordo com a idade de início: dos 0 aos 9 anos - 4:3, dos 10 aos 14 anos - 4:1, dos 15 aos 19 anos - 5:1.
Errada: a doença é bem mais frequente em meninas, especialmente após a puberdade, e não em meninos nessa proporção.
- B)A luz do sol é causadora de exacerbações de atividade da doença. A luz ultravioleta B (UVB - 280 a 315 nm) tem múltiplos efeitos importantes na sua patogênese, incluindo indução de apoptose dos queratinócitos.
Certa: a radiação solar, especialmente a ultravioleta, pode precipitar exacerbações do lúpus por induzir lesão e apoptose de queratinócitos, aumentando a exposição de autoantígenos.
- C)Lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença multissistêmica, autoimune e aguda, caracterizada por processo inflamatório de vasos e tecido conectivo com períodos de remissão e exacerbação, associada à presença de anticorpo antinúcleo.
Errada: o LES não é descrito como doença aguda, mas como crônica, com períodos de remissão e exacerbação.
- D)O anticorpo antinúcleo (FAN), atua especialmente contra o RNA de hélice simples.
Errada: o FAN não atua contra RNA de hélice simples; ele é um exame de triagem para autoanticorpos antinucleares, com vários alvos possíveis.
- E)O comprometimento do sistema reticuloendotelial ocorre principalmente no início e nas fases ativas da doença com adenomegalias (20%), hepatomegalia (10%) e esplenomegalia (50%), sendo mais exuberante em adultos que em crianças com lúpus.
Errada: o acometimento reticuloendotelial pode ocorrer, mas a frequência e a descrição dos achados estão imprecisas, além de não haver essa característica de ser mais exuberante em adultos do que em crianças como regra.
Gabarito: B
O Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil (LESJ) é uma doença autoimune, inflamatória e multissistêmica, que costuma oscilar entre fases de atividade e remissão. Em criança e adolescente, ele pode atingir pele, articulações, rins, sistema nervoso e vários outros órgãos, então o exame clinico costuma ser bem “amplo”, sem economizar surpresas. A presença de autoanticorpos, especialmente o FAN, ajuda muito na investigação, embora o diagnóstico seja sempre clínico-laboratorial e não dependa de um único exame mágico.