A toxoplasmose aguda na gestação constitui infecção de importante relevância, tendo em vista a possibilidade de transmissão vertical. A decisão terapêutica depende da correta interpretação dos exames realizados para diagnóstico da toxoplasmose. A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação entre a interpretação e o resultado dos exames. COLUNA I 1. Gestantes com sorologia IgM e IgG não reagentes 2. Gestantes com sorologia IgG reagente e IgM não reagente 3. Gestantes com sorologia IgG não reagente e IgM reagente 4. Gestantes com sorologia IgM e IgG reagentes e baixa avidez COLUNA II ( ) Compatível com infecção pregressa, sem riscos adicionais para a gestação atual. ( ) Compatível com infecção aguda ou IgM falso positivo. ( ) Deve ser interpretada como infecção aguda. ( ) Gestantes suscetíveis para T. gondii. Assinale a sequência correta.
- A)3 2 1 4
Está errada porque troca as interpretações sorológicas, colocando infecção recente onde há infecção pregressa e vice-versa.
- B)2 3 4 1
Está correta porque associa, na ordem, infecção pregressa, infecção aguda ou IgM falso-positivo, infecção aguda e gestante suscetível.
- C)1 4 3 2
Está errada porque embaralha os perfis sorológicos e não respeita a relação entre IgM, IgG e avidez.
- D)4 1 2 3
Está errada porque inverte a lógica dos exames, especialmente ao atribuir infecção aguda ao perfil que indica suscetibilidade.
Gabarito: B
Na toxoplasmose na gestação, a leitura da sorologia é o que manda no jogo. Em geral, IgG positivo indica contato prévio com o parasito, enquanto IgM sugere infecção recente, mas pode dar falso-positivo ou permanecer reagente por mais tempo do que o esperado. Por isso, não basta olhar um exame isolado com cara de quem já resolveu tudo: o contexto e, quando necessário, a avidez do IgG ajudam a fechar a interpretação. Se a gestante tem IgG e IgM não reagentes, ela é suscetível, ou seja, ainda não teve contato conhecido com T. gondii e pode se infectar na gestação. Se IgG é reagente e IgM não reagente, o quadro é compatível com infecção pregressa, sem risco adicional para a gestação atual, em regra. Quando há IgG não reagente e IgM reagente, a interpretação fica em aberto entre infecção aguda e IgM falso-positivo, por isso costuma exigir confirmação. Já quando IgG e IgM estão reagentes com baixa avidez, isso aponta para infecção recente, então deve ser interpretada como aguda. É exatamente por isso que o gabarito é a alternativa B: a sequência correta é 2, 3, 4, 1. Essa lógica é a clássica usada em obstetrícia e infectologia, conforme a interpretação sorológica habitual nos protocolos de rastreio da toxoplasmose na gestação.