É recomendado que a dosagem de psicofármacos no tratamento de transtornos de ansiedade e depressão em idosos seja iniciada com doses:
- A)Baixas, e aumentá-las aos poucos, porém alcançando a dose terapêutica.
Correta, porque no idoso o tratamento deve começar com doses baixas e ser titulado lentamente até a dose terapêutica.
- B)Terapêuticas, para acelerar a remissão.
Errada, pois iniciar com dose terapêutica aumenta o risco de efeitos adversos em uma população mais sensível aos psicofármacos.
- C)Baixas, e manter até alcançar a remissão.
Errada, porque manter dose baixa sem ajuste pode não alcançar efeito clínico adequado.
- D)Terapêuticas, e ir aumentando até a remissão.
Errada, já que a dose não deve ser iniciada em nível terapêutico nem aumentada de forma indiscriminada sem cautela.
- E)Baixas, e aumentá-las na maior velocidade possível para alcançar a remissão em pouco tempo.
Errada, porque aumentar na maior velocidade possível eleva o risco de toxicidade, sedação e quedas no idoso.
Gabarito: A
Em idosos, psicofármacos para ansiedade e depressão devem ser usados com mais cautela, porque o organismo tende a metabolizar e eliminar esses medicamentos mais devagar. Resultado prático: o remédio pode “bater” mais forte, por mais tempo, e com mais efeitos colaterais, como sedação, tontura, confusão e risco de quedas. Por isso, a regra de ouro é começar com doses baixas e subir devagar, sempre observando resposta clínica e tolerabilidade. Esse cuidado segue o princípio do “start low, go slow”, muito cobrado em geriatria e farmacologia. A ideia não é ficar para sempre na dose pequena, mas sim chegar à dose terapêutica com segurança. Em outras palavras: começa com pouca dose, ajusta aos poucos e alcança a faixa que realmente trata o transtorno. A alternativa A está correta porque descreve exatamente essa estratégia: iniciar com doses baixas e aumentá-las gradualmente, até atingir a dose terapêutica. Isso é especialmente importante em transtornos de ansiedade e depressão no idoso, em que a sensibilidade aos efeitos adversos costuma ser maior. As outras opções erram ao propor dose alta logo de início, aumento rápido demais ou manutenção indefinida em dose baixa, o que compromete a segurança ou a eficácia do tratamento. Não há um fundamento legal específico aqui; trata-se de conduta farmacológica e doutrinária clássica da prática clínica em geriatria.