Assinale a alternativa INCORRETA em relação aos medicamentos vasoconstritores.
- A)A adrenalina pode ser associada aos anestésicos locais para potencializar seu efeito anestésico, limitar sua absorção sistêmica e, consequentemente, sua toxicidade em situações não críticas.
Certa: a adrenalina pode ser associada ao anestésico local para prolongar o efeito e reduzir a absorção sistêmica e a toxicidade.
- B)A adrenalina é utilizada como principal medicação na parada cardíaca e está indicada na fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, na assistolia e nas situações de atividade elétrica sem pulso.
Certa: a adrenalina é a principal medicação da parada cardiorrespiratória em ritmos como FV, TV sem pulso, assistolia e AESP.
- C)Apesar da noradrenalina ser um vasopressor, não é recomendado o seu uso durante o choque séptico.
Errada: a noradrenalina é, sim, recomendada no choque séptico e costuma ser vasopressor de primeira linha.
- D)A noradrenalina é menos arritmogênica que a adrenalina, podendo substituí-la em casos de arritmias atriais ou ventriculares presentes em concomitância com o choque cardiogênico.
Certa: a noradrenalina é menos arritmogênica que a adrenalina e pode ser preferida quando há risco de arritmias.
- E)A administração endovenosa da dopamina não resulta em efeitos no sistema nervoso central, pois a dopamina não atravessa a barreira hematoencefálica.
Certa: a dopamina endovenosa não produz efeito central relevante porque não atravessa a barreira hematoencefálica.
Gabarito: C
Os vasoconstritores, também chamados de vasopressores em muitos contextos clínicos, aumentam a pressão arterial ao contrair os vasos e, em alguns casos, ajudam a manter a perfusão de órgãos vitais. Na anestesiologia, a adrenalina costuma ser associada ao anestésico local para reduzir a absorção sistêmica, prolongar o efeito e diminuir a toxicidade, principalmente quando não há contraindicação importante. Já na reanimação, a adrenalina é a droga clássica da parada cardiorrespiratória, indicada em ritmos como fibrilação ventricular, taquicardia ventricular sem pulso, assistolia e atividade elétrica sem pulso. A grande pegadinha da questão está na noradrenalina. Ela é, sim, um vasopressor muito usado e não deve ser descartada no choque séptico, porque é justamente a primeira escolha na maioria dos protocolos de sepse grave e choque séptico. Ou seja, dizer que seu uso não é recomendado nesse cenário contraria a prática consolidada e as diretrizes assistenciais. Além disso, a noradrenalina tende a ser menos arritmogênica que a adrenalina, o que explica sua utilidade em situações com instabilidade hemodinâmica e risco de arritmias. Já a dopamina, quando administrada por via endovenosa, atua perifericamente e não exerce efeito central relevante, porque não atravessa a barreira hematoencefálica. Em resumo: a banca quis testar sua memória prática de UTI e anestesia. O erro da alternativa C está em negar um uso que é clássico e amplamente recomendado para o choque séptico.