Segundo o Surviving Sepsis Campaign 2021, sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. Sobre os mecanismos de triagem dos pacientes em risco de sepse ou choque séptico, analise o trecho abaixo: Recomendamos ____________ o uso de ____________ em comparação com _____________________ como uma única ferramenta de triagem para sepse ou choque séptico. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
- A)a favor – quick Sequential Organ Failure Assessment (qSOFA) – Modified Early Warning Score (MEWS)
Errada, porque a diretriz não é a favor do qSOFA como ferramenta única de triagem em comparação com MEWS.
- B)contra – quick Sequential Organ Failure Assessment (qSOFA) – MEWS e SIRS
Certa, pois a Surviving Sepsis Campaign 2021 recomenda contra o uso do qSOFA como único teste de triagem em comparação com MEWS e SIRS.
- C)a favor – quick Sequential Organ Failure Assessment (qSOFA) – Modified Early Warning Score (MEWS)
Errada, porque repete a ideia de favorecer o qSOFA, mas o guideline faz o movimento oposto.
- D)contra – MEWS – quick Sequential Organ Failure Assessment (qSOFA)
Errada, porque troca a comparação e ainda inverte a recomendação, já que o problema está em usar o qSOFA sozinho.
- E)contra – quick Sequential Organ Failure Assessment (qSOFA) – Modified Early Warning Score (MEWS)
Errada, porque o qSOFA não é a ferramenta preferida para triagem única; a comparação correta envolve também MEWS e SIRS.
Gabarito: B
A Surviving Sepsis Campaign 2021 deixou um recado bem prático: para triagem de sepse, não basta confiar em um único escore mais “bonitinho” ou famoso da UTI. O qSOFA até ajuda a suspeitar de pior prognóstico, mas ele tem sensibilidade ruim para rastrear cedo quem está em risco, então pode deixar passar paciente grave que ainda não “gritou” o suficiente. Por isso, a diretriz recomenda contra usar o qSOFA como ferramenta única de triagem quando comparado com MEWS e SIRS. Em outras palavras: ele não deve ser o único filtro na porta de entrada. A lógica é não perder tempo precioso em sepse, porque aqui atraso custa caro. O SIRS, apesar de antigo, ainda é mais sensível para triagem do que o qSOFA, e o MEWS também costuma captar melhor a deterioração clínica inicial. Assim, a diretriz prefere uma abordagem mais ampla, combinando avaliação clínica e sinais de alarme, em vez de depender apenas de um escore de alta especificidade e baixa sensibilidade. Logo, a lacuna fica com “contra” e com “qSOFA em comparação com MEWS e SIRS”, exatamente como a alternativa B. Isso reflete o ponto central do guideline: triagem precoce em sepse precisa priorizar não perder casos, e não só confirmar os mais óbvios.