Nas fratura-luxações posteriores do quadril, a estrutura que está sob risco de lesão é o(a):
- A)Nervo glúteo superior.
Errada, porque o nervo glúteo superior não é a estrutura clássica em risco nas luxações posteriores do quadril.
- B)Artéria glútea superior.
Errada, pois a artéria glútea superior não é a principal estrutura ameaçada nesse mecanismo traumático.
- C)Nervo ciático.
Certa, porque o nervo ciático passa posteriormente ao quadril e é o mais vulnerável nas luxações posteriores.
- D)Músculo piriforme.
Errada, porque o músculo piriforme pode servir de referência anatômica, mas não é a estrutura típica de lesão na fratura-luxação posterior.
- E)Artéria obturatória.
Errada, já que a artéria obturatória não está relacionada ao risco clássico dessa luxação do quadril.
Gabarito: C
Nas fratura-luxações posteriores do quadril, o fêmur costuma ser empurrado para trás e para cima, e isso coloca em risco principalmente as estruturas que passam bem na região posterior da articulação. A mais clássica e cobrada é o nervo ciático, que fica logo atrás do quadril e pode sofrer estiramento, compressão ou até lesão direta nesse trauma. Pense no quadril como uma articulação profunda e muito “apertada”: quando a cabeça femoral sai do lugar de forma posterior, ela passa raspando pelo que está atrás dela. O ciático é o grande vizinho vulnerável dessa área, por isso é o nervo que mais aparece nas questões e também na prática clínica, com risco de dor, parestesia e déficit motor no membro inferior. As demais alternativas não batem com a anatomia de risco típica da luxação posterior do quadril. Nervos e vasos glúteos superiores, músculo piriforme e artéria obturatória não são os alvos clássicos dessa lesão. Em prova, quando o enunciado fala em fratura-luxação posterior do quadril, quase sempre a banca quer que você pense imediatamente em nervo ciático.