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Medicina · FUNDATEC · 2023

Questão comentada de Medicina

Ao realizar o primeiro exame oftalmológico de um recém-nascido, o oftalmologista identifica que ele apresenta opacidade corneana unilateral. Qual seria o diagnóstico menos provável nesse caso?

Gabarito: E

Quando o recém-nascido chega com opacidade corneana unilateral, o raciocínio precisa ser bem prático: pense primeiro em lesões que podem afetar só um olho, como anomalia de Peters, glaucoma congênito primário, dermoide epibulbar e até úlcera infecciosa. Esses quadros podem deixar a córnea opaca já no primeiro exame e costumam chamar atenção logo de cara, porque a córnea deixa de ficar transparente e o reflexo fica alterado. A anomalia de Peters é uma causa clássica de opacidade central da córnea em recém-nascido, frequentemente associada a alterações do segmento anterior. O glaucoma congênito primário também pode se manifestar com córnea turva por edema corneano, fotofobia, lacrimejamento e aumento do diâmetro corneano. O dermoide epibulbar é uma lesão congênita benigna, geralmente unilateral, que pode comprometer a superfície ocular e simular opacidade corneana. A úlcera infecciosa também entra no diagnóstico diferencial porque um recém-nascido pode, sim, apresentar comprometimento corneano por infecção, com infiltrado, defeito epitelial e opacidade local. Já a distrofia endotelial hereditária congênita (CHED) costuma ser diferente: é tipicamente bilateral, com edema corneano difuso desde o nascimento, e não uma opacidade unilateral isolada. Por isso ela é a menos provável nesse cenário. Em prova, a lógica é essa: unilateral sugere causa focal ou assimétrica; bilateral faz você pensar em distúrbios congênitos mais difusos da córnea. Então o gabarito E está correto porque CHED, pela apresentação clássica, não combina com opacidade corneana unilateral no recém-nascido.

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