Ao realizar o primeiro exame oftalmológico de um recém-nascido, o oftalmologista identifica que ele apresenta opacidade corneana unilateral. Qual seria o diagnóstico menos provável nesse caso?
- A)Anomalia de Peters.
A anomalia de Peters pode causar opacidade corneana congênita, muitas vezes unilateral, sendo diagnóstico bem plausível.
- B)Glaucoma congênito primário.
O glaucoma congênito primário pode cursar com córnea opaca por edema e é uma causa importante de córnea turva no recém-nascido.
- C)Dermoide epibulbar.
O dermoide epibulbar é uma lesão congênita que pode ser unilateral e simular opacidade da córnea.
- D)Úlcera infecciosa.
A úlcera infecciosa pode acometer a córnea do recém-nascido e gerar opacidade localizada, embora não seja a causa congênita clássica.
- E)Distrofia endotelial hereditária congênita (CHED).
A CHED costuma ser bilateral e difusa desde o nascimento, então é a menos provável quando a opacidade é unilateral.
Gabarito: E
Quando o recém-nascido chega com opacidade corneana unilateral, o raciocínio precisa ser bem prático: pense primeiro em lesões que podem afetar só um olho, como anomalia de Peters, glaucoma congênito primário, dermoide epibulbar e até úlcera infecciosa. Esses quadros podem deixar a córnea opaca já no primeiro exame e costumam chamar atenção logo de cara, porque a córnea deixa de ficar transparente e o reflexo fica alterado. A anomalia de Peters é uma causa clássica de opacidade central da córnea em recém-nascido, frequentemente associada a alterações do segmento anterior. O glaucoma congênito primário também pode se manifestar com córnea turva por edema corneano, fotofobia, lacrimejamento e aumento do diâmetro corneano. O dermoide epibulbar é uma lesão congênita benigna, geralmente unilateral, que pode comprometer a superfície ocular e simular opacidade corneana. A úlcera infecciosa também entra no diagnóstico diferencial porque um recém-nascido pode, sim, apresentar comprometimento corneano por infecção, com infiltrado, defeito epitelial e opacidade local. Já a distrofia endotelial hereditária congênita (CHED) costuma ser diferente: é tipicamente bilateral, com edema corneano difuso desde o nascimento, e não uma opacidade unilateral isolada. Por isso ela é a menos provável nesse cenário. Em prova, a lógica é essa: unilateral sugere causa focal ou assimétrica; bilateral faz você pensar em distúrbios congênitos mais difusos da córnea. Então o gabarito E está correto porque CHED, pela apresentação clássica, não combina com opacidade corneana unilateral no recém-nascido.